And I Love Her - Capítulo 38



7 meses se passaram desde que a Mary foi embora.

Se eu tinha superado? É claro que não, eu jamais superaria a perda.

Mas eu tinha certeza que eu nunca ia poder perdoá-la.

Quanto ao John...

Bem, eu não posso dizer que eu perdoei ele, mas eu não sentia ódio ou qualquer outra coisa ruim por ele.

Afinal, nós éramos uma banda, e eu precisava dele, assim como ele precisava de mim.

Ele e Mary se casaram numa cerimônia reservada, que é claro que eu não compareci.
Acho que foi melhor assim.

A imprensa os perturbava tentando descobrir como a mulher que iria se casar comigo, se casou com ele. 
Mas nós não falávamos nada. Eles podiam pensar o que quiser, eu não me importava.

Depois eles foram morar juntos em outra cidade, longe de tudo e ele só vinha á Londres á trabalho.

Eu falava com ele por telefone quase todo dia. Acho que o fato de nós sempre termos amado a mesma mulher nunca afetou nossa amizade. E isso é ótimo.

Mas em nenhum momento nós falávamos dela. Eu tinha curiosidade para saber como ela estava depois da gravidez, se ela estava bem de saúde...Mas eu nunca perguntava, tinha medo do John levar á mal, já que estávamos falando da esposa dele.

Eu estava me olhando no espelho, arrumando o nó da gravata, perdido em tais pensamentos.

-Deixa que eu te ajudo com isso – Kendra chegou e rapidamente arrumou o nó da minha gravata.

-Obrigado... inclusive obrigado por todo o apoio que você tem me dado nos últimos meses.

A Kendra nunca me deixou sozinho.Ela vinha me ver todos os dias, e nós conversávamos por horas.
Graças á isso, eu a conhecia. Eu realmente a conhecia. Sabia o que ela sentia.
E ela também me conhecia por completo.

Apesar de todo esse tempo em que nós nos encontramos todos os dias, nunca aconteceu nada.

Apesar de ela me amar, nós tentamos transformar nossa atração m amizade. Acho que deu certo. Pelo menos até agora.

-Você não precisa agradecer, agora vamos ou a gente vai se atrasar para o casamento!

Ela tentou me puxar para fora do quarto pela mão, mas eu a puxei pra mim beijando seus lábios rapidamente.
Eu não conseguia mais me controlar.

-Me desculpa- eu disse olhando em seus olhos, mas ela  desviou eles de mim.

-Eu te espero no carro.

Minutos depois eu fui até carro e nos dirigimos até a Igreja sem dizer uma palavra.


Entramos na igreja pequena, com poucos convidados.

Ela se sentou em um dos bancos e eu assumi minha posição de padrinho no altar.

O noivo, George, estava soando feito um porco.

-Ela está demorando né? – ele cochichou no meu ouvido

-Aaaah você não soube?

- O que? – ele me olhou a apavorado

-A Nath não vem, ela descobriu que não ia aguentar fazer comida pra você e desistiu
Tentei rir o mais baixo possível, mas foi inevitável.

George me deu um tapa enorme nas costas, repetindo freneticamente que não tinha graça nenhuma.

Mas a verdade é que George me surpreendeu quando soube exatamente quem era a mulher com ele iria se casar, mesmo que os dois se conheçam á pouco tempo.
Ele e a Nath formavam um casal perfeito, parecia aquele casal dos comercias de margarina...ok , isso foi ridículo.

Mas eles não eram os únicos...
Nesse momento entrou na Igreja outro casal perfeito, ou melhor, a família perfeita.
Ringo entrava com a Lucy no colo, que inclusive estava enorme.
Le estava radiante, e como era a madrinha se pÔs ao meu lado depois de cumprimentar ao George.
Ela e a Nath haviam se tornado grandes amigas, o que explica ela ser a madrinha.
Ringo se sentou no banco á nossa frente.

Todos estavam ansiosos pela chegada da noiva.

Até que todos os olhares se desviam para a porta da Igreja, mas não porque a noiva chegou.

John chegou.

Ele havia dito pra mim que talvez viesse ao casamento. Mas eu estava descrente disso.
E eu errei.

Ele veio e acompanhado da esposa, Marylin.
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And I Love Her - Capítulo 37



Paul’s POV:

-Mary o que suas malas estão fazendo aqui?

Ela respirou fundo.

-Eu vou embora Paul.

-Como  assim?

-Isso...nunca vai dar certo

Eu não podia acreditar no que eu ouvi.

-Mary não fale isso, nós nos amamos e nós sabemos que não podemos viver um sem o outro!


-Paul... por favor

-Mary, eu não sei porque você esta cometendo essa loucura, mas nós podemos superar. Mary olhe para mim – eu peguei nas mãos dela- nosso amor pode superar tudo!

-Não pode- ela olhou para mim com os olhos cheios d’água. – Paul, eu estou grávida...grávida do John.

Meu mundo desabou, eu apenas soltei as mãos dela e numa espécie de extinto me sentei na cama  olhando fixamente para ela tentando diluir cada palavra que ela havia dito.

-Como isso é possível?

-Você me pediu para ficar 1 semana com ele

-Mas vocês dois me disseram que não aconteceu nada! – eu gritava

-Nós mentimos... nós não queríamos magoar  então...

-...Me fizeram de trouxa. Foi por isso que ele veio uma semana antes não é? Você ligou pra ele!

Ela concordou.

-Nosso amor não pode superar isso não é?

-Não – eu abaixei a cabeça tentando esconder minhas lágrimas

-Paul, você sempre será o amor da minha vida e o homem que me salvou dos meus medos, que me fez seguir em frente...Você foi o meu mundo...

Eu olhei para ela

-Sai daqui Marylin

Ela acenou com a cabeça pegou suas malas e foi embora.

Eu estava mergulhado em meus pensamentos.

Pensando em como eu viveria sem ela. A solidão da nossa casa pesava.

Meu coração doía muito mais do que eu podia suportar.

Eu não vou me recuperar disso. Eu não posso. Nunca.

Caminhei pela casa.

Tudo me lembrava ela. Seu cheiro ainda pairava em cada cômodo.

Entrei no estúdio de dança dela.

Desde que eu construí aquilo, ela passava a maior parte do tempo lá.

Entrar naquele estúdio era como estar na mente dele. Era como conhece-la.

Eu achava que a conhecia...

Eu não posso viver, Eu não quero.

Meus pensamentos foram interrompidos pelas batidas na porta.

Será que ela tinha voltado?

Apesar de eu ter pedido para ela sair, eu ainda tinha a esperança de ela fosse chegar e me abraçar dizendo que aquilo tudo foi uma brincadeira idiota.

Enxuguei as lágrimas e abri a porta.

Me surpreendi aos ver ela. Sempre parecendo tão doce...

-Kendra o que você esta fazendo aqui?

-Me pediram para vir, me disseram que você estava doente e precisava de ajuda

-Quem disse?

-Uma moça que ligou para a minha casa.

Aquilo era estranho, mas eu permiti que ela entrasse.

-Você não esta muito bem não é? – ela se virou para mim- seus olhos estão inchados

Eu desabei e lágrimas novamente.

Droga! Por que quando alguém percebe que você estava chorando você sente vontade de chorar mais?

Ela me abraçou forte.

Eu estava seguro.

Ela me deixava seguro, ela me dava tudo.
Enquanto eu chorava pela perda do amor da minha vida, a garota que eu estou apaixonado me abraçava...
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And I Love Her - Capítulo 36



Paul’s Pov:

Assim que descemos do avião encontramos milhares de as fãs, o que estava se tornando cada vez mais comum.

Tivemos que ir direto para o escritório.

Eu Ringo fomos juntos á uma sala onde Le esperava por Ringo com a cara fechada.

-O que foi agora meu amor? – ele perguntou assim que se aproximou

-Você não disse que ia demorar tanto tempo,  onde vocês estiveram? Aposto que aproveitaram para dar uma parada na casa de algumas amiguinhas não é? Enquanto isso Richard, eu estava aqui cuidando da sua filha sozinha- ela apontou para a pequena garota de olhos claros que estava enrolada em cobertores em cima do sofá.

-Meu amor me desculpa, olha a gente demorou exatamente o previsto...

-Eu sei meu amor, me desculpa te culpar- ela o abraçou chorando e  eu fiquei  com cara de pato assistindo á tudo aquilo.

Ringo pegou a bebê no colo enquanto a Le ia buscar um café.

-Oi minha pequena Lucy, você está tão linda, está crescendo tão rápido – ele falava quase se derretendo para a menina enquanto ela soltava leves risadinhas no colo do pai.

-Cara o que foi isso com a Le? –eu perguntei  cochichando com medo de que ela voltasse

-Bem, ela ficou assim depois do parto, mas eu não a culpo ela tem que ficara com uma coisa sugando leite dela o dia inteiro, isso não deve ser estranho?

-Mas Ringo, essa coisa é a sua filha!

-Eu sei mas...-Le entrou na sala de novo.

-E então já podemos ir pra casa amor?

-Le – eu a interrompi- a Mary não veio com você?

Ela ficou um pouco nervosa.

-A Mary...você vai encontrar ela em casa.

-E o John? Ele veio antes, achei que ele estaria aqui

-Eu não sei Paul, é que o único Beatle om que eu tenho que me preocupar é o Richard – ela sorriu nervosamente fazendo Ringo dar um enorme sorriso.

-Gente eu já vou a Nath está cansada – George entrou na sala segurando a garota pela mão

-Quem é ela?-Le perguntou

-Minha namorada.

-Um jantar e os dois já se apaixonaram e vão morar juntos-Ringo brincou com os fatos.

-Isso é sério George?

-é sim... não achei que eu fosse me apaixonar assim por alguém. A Nathalie é a garota mais doce e bonita que eu já conheci e bem... eu quero passar a minha vida toda com ela.

-E eu aceitei me mudar porque eu sinto o mesmo por você – ela responde á ele enquanto eles se olhavam apaixonadamente quase esquecendo que  gente estava ali

-Bem, eu também já vou- eu falei me despedindo de todos em seguida.

Peguei o carro do Brian emprestado e fui pra casa.

No caminho, eu pensava na Mary.

Era estranho ela não ter ido me esperar, e a forma como a Le ficou nervosa no escritório...

Eu sentia uma sensação terrível, como se algo de muito ruim estivesse para acontecer.

Assim que ceguei, procurei pelos cômodos da casa por ela.

Quando cheguei ao quarto, vi malas em cima da cama.

Meu coração quase saltou do peito.

Não havia mais nada dela no armário, tudo, exatamente tudo estava na mala.

-Paul? – ela saiu do banheiro do quarto com o seu perfume contagiando o ar.

Ela estava como uma boneca de porcelana.

Vestido rodado e delicado, cabelos soltos, e uma maquiagem perfeita.


Mas a sua expressão, era extremamente séria.

Nota da autora: Eu sei que vocês estão pensando que essa fanfic não vai acabar nunca :p Mas ta acabando, não se preocupem XD
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And I Love Her - Capítulo 35



Paul's POV:


Bem, eu não poderia estar mais feliz.

Eu tinha uma carreira maravilhosa, amigos maravilhosa e principalmente o amor da minha vida ao meu lado.

Infelizmente eu teria que passar uns dias longe dela porque eu iria viajar.

A única coisa que me atormentava era a carta pra Kendra. Ontem eu deixei no bolso do paletó, e a Mary ficou com ele por alguns instantes.

Mas eu não acredito que ela tenha visto porque além de ela não parecer estar brava comigo, ela não mexia nas minhas coisas.

Eu ainda não tive coragem de entregar a carta para a Kendra, mas eu a entregaria assim que eu voltasse de viagem.
Eu tinha que fazer isso.

Os dias demoravam a passar.

John voltou um dia antes de todos nós.
Ninguém sabia porque.

A questão é que ele resolveu depois de receber uma ligação...

George's Pov:



Finalmente um monólogo meu!... Quer dizer...

Bem, eu fui á lanchonete no fim da tarde após acompanhar John até o aeroporto.

Tentei arrancar dele o motivo de ele estar partindo antes da gente, mas ele se manteve calado.

Me sentei ao lado de uma moça muito bonita.

Ela parecia tão delicada á cada gesto.
E quando ela falava com o garçom...que voz doce! Eu me senti no paraíso ao ouvi-la falar.

Acho que ela percebeu que eu estava olhando demais para ela e sorriu timidamente.

-Ah, oi, me desculpe. Você é muito bonita

Ela sorriu.

-Bem, é um prazer receber um elogio do famoso George Harrison.

-Se namorado deve te elogiar toda hora.

-Oh, eu... não tenho namorado

-Nesse caso...Quer comigo sair...? não, espera... quer sair comigo? - eu sorri envergonhado

-é claro.

-Eu te pego hoje ás 8 hrs pode ser?

-Claro, onde?

-Aqui mesmo, ai a gente já aproveita e pega um lanche antes da janta

Ela riu.

-Ta bom, até mais tarde.

-Espera! Qual é o seu nome?

-é Nathalie, mas pode me chamar de Nath.

Eu estava com uma vontade de sair dançando em cima das mesas.

Ela era tão bonita, e ia sair comigo!

A minha Nath...


Nota da Autora: Gente, quero dedicar esse capítulo á Laura, que está comentando  e me incentivando pra caramba!

E também pra Nath, é claro (@DearNowhereGirl) :)
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And I Love Her - Capítulo 34



Eu juntei o envelope do chão me preparando para guardar de novo no paletó do Paul,. mas Bonnie o tirou da minha mão.

-O que você esta fazendo?

-Você não vai ler Marylin?

-Como assim? Eu não mexo nas coisas do Paul, isso não deve ser nada de importante

-Já que não é nada importante eu posso ler... - eu tentei tirar a carta da mão dela mas ela abriu mesmo assim e passou os olhos por ela rapidamente

-O que foi? - eu olhei para ela estranhando o silêncio dela depois de ler

-Você...tinha razão Marylin, é melhor você não ler, não é nada de importante!

Eu percebi o nervosismo dela

-Como assim? Bonnie me dá isso - eu peguei a carta da mão dela:

"Querida Kendra,

Nós nos conhecemos há pouco tempo, mas tempo não determina sentimentos.

E eu queria poder te amor, uma família, tudo o que você quiser para ter o seu sorriso que representa o céu pra mim.

Você é a pessoa mais doce e amável que eu já conheci.

Eu me sinto seguro ao seu lado, e também sinto que eu posso te proteger.

Eu me sinto feliz ao seu lado, e também sinto que posso te fazer feliz.

Eu me sinto apaixonado por você, eu eu sei que você também esta apaixonada por mim.

Você não se apaixonou sozinha...Todo dia eu sentia mais necessidade de estar ao seu lado e isto foi fazendo com que você se tornasse essencial em minha vida.

Todos os beijos que nos demos um no outro estarão na minha memória, pra sempre.
Essa semana que nós passamos juntos, o dia em que a gente se conheceu...foram perfeitos pra mim!

Mas...a Mary é o amor da minha vida, e você sabe disso. 

É horrível estar te dizendo isso, mas de alguma forma eu queria que você soubesse o quanto você foi especial pra mim mas eu não posso deixar a Mary...

Assim como na noite em que a gente se beijou pela primeira vez, na noite do acidente da Mary, agora, eu vou voltar para ela.

Amor,
Paul McCartney.

Eu enxuguei rapidamente a lágrima que caiu em meu rosto.

Bonnie parecia esperar mais alguma reação, mas eu me calei e guardei rapidamente o envelope no bolso dele assim que percebi ele se aproximando no corredor.

-Meu amor - ele chamou a minha atenção- a Le não pode receber visitas hoje, que tal irmos pra casa?

-Claro - eu respondi com um meio sorriso.

Me despedi dos outros garotos e sai abraçada com o Paul enquanto Bonnie me olhava sem entender nada.

Ficamos calados o caminho inteiro. Quando chegamos em casa ele me perguntou:

-Aconteceu alguma coisa?

-Não. Porque?

-Você ta diferente...

Eu me aproximei e o beijei.

-Eu senti sua falta- ele sorriu e me carregou no colo até o quarto.

Eu sentia falta do cheiro dele, do toque, dos beijos...

Tudo entre nós parecia tão intenso...

Com tanto amor...

Mesmo sendo a última vez...

-Faz com carinho ta? - eu disse deixando uma lágrima cair do meu olho

-Tem certeza que ta tudo bem? - ele perguntou preocupado

-Claro, isso é...saudade- eu sorri e voltamos a nos beijar

Fizemos amor durante horas e dormimos em seguida.

Eu acordei no meio da madrugada para pegar água na cozinha.

Assim que eu voltei percebi que o Paul não dormia mais tranquilamente.

Ele estava agitado, repetindo as mesmas palavras:

-Mary, Mary!...Kendra...por favor...Kendra... 

Eu o observei por um tempo, e assim que ele se acalmou eu deitei ao seu lado novamente.

No outro dia ele levantou cedo, e eu não havia dormido á noite inteira.

Eu fiquei deitada na cama enquanto ele arrumava as malas, os Beatles iriam passar 3 dias nos EUA.

Ele se despediu de mim com um beijo intenso,dizendo que sentiria minha falta e foi embora.

Assim que ele saiu, eu olhei de novo no paletó, e ele havia levado a carta com ele.

E eu? Eu já sabia o que fazer.

Não seria fácil, mas era a coisa certa.



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