Paul’s POV:
Os dias se passavam devagar sem a Mary.
Mas passavam rápido, toda vez que eu me encontrava com a
Kendra.
Nós nos encontrávamos todos os dias desde então, e é
impressionante como mesmo quando não temos assunto, é bom estar com ela.
Agora, faltava apenas um dia pra Mary voltar. Se ela voltar.
-Ansioso? – Kendra me olhou enquanto sentados na sombra de
um no parque
-Um pouco, eu não sei o que pode ter acontecido entre ela e
o John, talvez ele tenha conseguido reconquistá-la
-Pelo o que você me conta, ela te ama – ela deitou na grama
-Como você sabe?
-Porque...- ela olhou em outra direção- Eu te amaria, se eu
fosse ela
Eu deitei ao lado dela
-E se você não fosse ela? E se fosse você. Você me amaria?
-Eu já te amo
Sem pensar eu a beijei profundamente, com a mesma explosão
de sentimentos que eu senti na outra vez que a beijei, e toda vez eu sentia
como se fosse o meu primeiro beijo.
Nós nos abraçamos em seguida, e ela se levantou
-Me leva pra casa?
-Claro
No caminho, eu a abracei, mas ela só olhava para o chão e
nós nos mantínhamos em silêncio.
-Aqui está- eu disse assim que a deixei na porta do prédio
-Adeus Paul – eu vi uma lágrima escorrer nos olhos dela
-O que houve? Foi o beijo? Me desculpe eu...
-Não Paul, foi eu! Foi eu que me apaixonei feito uma tola
por você mesmo sabendo que você amava outra mulher! Foi eu que sonhei que você
em algum momento ia sentir o que eu sinto por você e iria ficar comigo!
-Kendra eu...
-Não Paul! Essa é a última vez que nos falamos, e não
procure por pena. Eu espero que você seja feliz com ela.
Sem me dar chance de dizer nada ela correu para dentro do
prédio, e eu fiquei imóvel.
Eu voltei pra casa e as palavras dela ecoavam na minha
cabeça.
Eu não podia deixa-la assim. Eu me importava com ela.
Foi quando eu tive a ideia de escrever uma carta para a
Kendra. Uma carta que expressaria tudo o que eu estava sentindo.
Eu sei que através dessa carta ela saberia que eu também me
apaixonei por ela, e talvez eu também a ame.
Escrevi rapidamente, e quando terminei o telefone começou a
tocar.
Eu atendi na esperança de ser a Kendra, ou talvez... a minha
Mary
-Alo?
-Paul! – Ringo estava quase gritando no telefone, ela
parecia nervoso.
-Ringo, aconteceu alguma coisa?
-O meu bebê Paul... ele ta nascendo aqui, eu não sei o que
fazer!
-Onde vocês estão?
-Numa fábrica de parafusos. É LÓGICO QUE A GENTE TA NA
MATERNIDADE PAUL!
-ta me desculpe, mas é em qual maternidade?
-Me desculpe também, eu estou nervoso, anota o endereço...
Anotei o endereço e sai em disparada, peguei a carta e a
guardei no bolso do paletó.
Cheguei rápido ao hospital, e o John estava na recepção
-John!
-Oi Paul
-
O que você ... – Eu perdi minhas palavras no momento que eu
a vi de novo
-Mary!
Meus olhos se encheram de lágrimas. Eram de felicidade.
Eu não sei o que estava acontecendo comigo, mas eu não queria nunca mais ficar longe da mulher da minha vida.
Ela me abraçou forte, e eu retribui.
-Você vai ficar comigo, não é? – eu perguntei esperançoso
-Eu sou sua McCartney!- ela sorriu e me beijou
-Muito bem, eu não quero ficar de vela aqui-John falou impaciente
-John!- eu o abracei forte, eu estava feliz por ele ter
trazido ela de volta e também senti a falta dele
Bonnie chegou na recepção quase gritando:
-Gente nasceu! É uma menina!
Nós esperamos pelo Ringo, e comemoramos juntos que a Le
estava bem e a chegada da pequena Lucy.
Depois de algumas horas, eu e a Mary vimos a pequena Lucy
pelo vidro, com os cabelos castanhos como os da mãe, e os olhos azuis do pai.
Ela era tão inquieta, tão perfeita. Eu e ela começamos a imaginar como seria um
filho só nosso.
-Paul eu tenho que te contar uma coisa...
Mary me olhou um pouco séria, mas fomos interrompidos pela
Bonnie
-Paul, o George ta te chamando lá na recepção.
-Pra que?
-Parece que ele esqueceu a carteira e quer que você pague a
conta dele na lanchonete do hospital.
-Eu vou falir – eu disse enxugando o suor do meu rosto.
-Paul, tire o paletó, esta muito quente aqui!- Mary me
chamou a atenção
-Você tem razão, eu tirei o paletó e entreguei á ela, em
seguida a beijei e fui “acabar com todo o dinheiro que eu tinha na carteira”
Marylin’s POV:
Eu ria do Paul nervoso porque teria que pagar a conta do
George na lanchonete.
Eu fui ajeitar o paletó dele, e uma carta caiu do bolso...

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