Era hora de parar de pensar um pouco na Mary.
Ia ser difícil, mas jantar com a Kendra me ajudaria.
Me vesti, e por algum motivo achei conveniente comprar
flores no caminho até a casa dela.
Eu bati e ajeitei a gravata. Senti um frio na barriga.
-Que bom quer você veio – ela abriu a porta com um sorriso.
-Oi Kendra, olha, são pra você – eu entreguei as flores á
ela.
-Isso é muito gentil, entre!
Eu entrei, e por algum motivo eu me sentia á vontade naquele
apartamento pequeno em que ela morava.
-Então, como você esta? E a sua noiva? Eu vi sua declaração
pra ela na Tv – ela me perguntou enquanto servia o jantar
-é... foi preciso coragem pra fazer aquilo. Mas, eu não sei
como ela esta na verdade, eu não há vejo desde ontem.
-Aconteceu alguma coisa?
Eu expliquei toda a história á ela.
Aliás, ela era uma ótima ouvinte, e prestava atenção em cada
detalhe sem me interromper.
-E você não tem medo...que ela não volte?
-É, eu tenho um pouco. Eu tenho medo porque os dois estão
sozinhos, e qualquer coisa pode acontecer porque eu não faço a menor ideia de
onde o John a levou! Quer dizer, agora eu posso estar com dois chifres no meio
da testa!
Ela riu, e nós conversamos durante horas (não aconteceu NADA
além disso), ela era a pessoa mais companheira que já havia conhecido.
Mas eu não parava de pensar na Mary... o que estaria acontecendo
entre ela e o John?
Marylin’s POV:
-Vai John!
-Calma, ta difícil.
-Vai com mais força!
-Mas esse negócio não entra!
-Empurra!
-AH! Consegui!
-Não tinha um anel num número maior?
-Não, eu sinto muito –ele riu um pouco
-Mas porque você me deu isso?
Ele se sentou na cadeira mais perto de mim.
-Pra selar a nossa amizade! – ele sorriu amplamente
-Como assim?
-Olha, eu não vou tentar fazer nada com você e nem te
reconquistar, mesmo que eu ainda te ame, eu sei que você ama o Paul. E eu não
sei porque aquele tolo do McCartney ainda desconfia disso!
-John! – eu o abracei forte
-Eu vou falar com o Paul quando isso acabar, e dizer pra ele
confiar mais em você. Amor precisa ter confiança! – ele cutucou meu nariz e eu
ri um pouco.
-Eu achei que vocês já tinham parado de usar a minha casa
como hotel – Victor chegou abraçado com uma garota completamente bêbada
-Me desculpe Victor – John levantou- é que, eu sei que a
Marylin se sente segura aqui e eu pensei que eu e ela podíamos...
Victor riu exageradamente e praticamente se jogou em cima do
John o abraçando.
-Eu estou brincando, a Mary é como uma irmã pra mim, vocês podem
ficar o tempo que quiserem!
John olhou pra mim sem saber o que fazer porque o Victor não
o largava.
Ele estava tão bêbado quanto a garota!
-Bem-ele finalmente largou o John- agora se vocês me dão
licença, eu vou cuidar dessa mocinha aqui.
Ele segurou a garota no colo tentando se equilibrar, e os
dois foram para o quarto.
-Eu acho que a coisa vai ficar feia aqui- John me olhou
maliciosamente
Nos continuamos conversando, mas não deu muito certo...
Pouco tempo depois, nós começamos a ouvir os gemidos e a
cama batendo na parede.
-Marylin eu tenho que sair! – John se levantou
-Você vai me deixar aqui sozinha com eles fazendo esse barulhão
lá em cima?
-Vai ser melhor pra você... – eu olhei para ele da cabeça
aos pés
-Aaah! Não pode ficar á vontade a gente se vê amanhã, deve
ter alguma casa de mulheres aqui perto... - eu sorri nervosamente
-Tudo bem, tchau – ele veio me abraçar mas eu o impedi
-Acho melhor você não me abraçar com essa coisa levantada
-Eu também acho, tchau! – ele saiu quase correndo
Eu ri ainda sem saber o que fazer.
E eu não conseguia nem pensar nos meus momentos românticos
com o Paul com o Victor brincando de “Cowboy” com aquela garota lá em cima.
A noite ia ser longa...

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