Um mês se passou e tudo parecia estar melhorando aos
poucos...
A Mary já estava andando e sorrindo de novo.
É claro que ela chorava quando tinha vontade de
dançar,correr ou quando lembrava que tinha que caminhar com todo cuidado, que a
perna dela prenderia ela pelo resto da vida,como ela mesma falava em seus
momentos de desespero.
Nas últimas semanas eu durmo na mesma cama que ela, mas nós
nunca fizemos nada além de alguns beijos...
É claro, que seria bom tê-la novamente sexualmente falando
(meu Deus, eu to parecendo o John falando), mas só de vê-la sorrindo só pra mim
de novo, de tocar nos lábios dela...eu já me sentia realizado.
Eu contei á ela sobre o que havia acontecido entre mim e a
Kendra, e ela ficou sem falar comigo por dois dias, mas me perdoou pela minha
sinceridade...
No fundo aquela pequena sabia que eu amava ela, e somente
ela.
Mas ela ainda não saia de casa, principalmente depois que a
Bonnie anuncio para a mídia o que havia acontecido.
Me despertei dos meus pensamentos quando ela entrou na sala
com um vestido que a deixava incrivelmente mais linda
-Mary! Você está...
-Paul fecha a boca- ela ria
Eu me aproximei dela e a beijei docemente.
-Nós deveríamos sair... você está tão bonita pra ficar
mofando aqui
-Eu to mofando?
-é brincadeira mocinha, você é o meu mofo preferido
Ela me deu um tapa enquanto eu ria
-Falando sério agora Paul, eu não sei se eu já estou
preparada para sair... e, você já pensou se a gente encontra a imprensa e eles
me fazem lembrar do pesadelo que eu estou passando- os olhos dela estavam
marejados
-Não – eu a abracei – confie em mim, eu vou cuidar de você,
eu te amo!
-Eu também te amo e... eu confio em você!
-Vamos? – eu estendi a mão
-Claro
Nós avisamos o Victor e em seguida pegamos o meu carro em um
destino que ficava um pouco longe... mas que valeria a pena
Nós paramos ao meio dia na estrada em um restaurante para
comer alguma coisa.
Estava bem agradável até nós vermos uma gosma verde no molho,
e percebermos que o cozinheiro estava bastante gripado...
No fim da tarde chegamos e antes que eu estacionasse o
carro, a Mary já estava emocionada.
-Paul! –ela tirou o cinto de segurança e me abraçou
Eu sai do carro e a ajudei a sair.
Lá estávamos nós...novamente naquele campo de Liverpool .O
mesmo que eu me declarei para ela, o mesmo que nós fizemos amor pela primeira
vez, onde eu tinha certeza que ela era somente minha .
Nós caminhamos pela grama descalços, a condição dela ainda
não permitia que ela andasse muito rápido.
-Paul!- ela arregalou os olhos – acho que alguém comprou
esse lugar, olha! – ela apontou- tem uma casinha ali. Acho melhor nós sairmos,
é uma propriedade particular
Ela me puxou mas eu a segurei
-O que foi?
-Porque você ia querer fugir da sua própria casa?
-Que?-Eu sorri diante dos olhos arregalados – Paul você...
-Esse lugar é todo seu, inclusive a casa. Eu mandei
construí-la a algum tempo para que um dia eu me sentisse seguro para te dizer
que ela seria o nosso “ninho de amor”-eu revirei os olhos
Ela sorriu e me abraçou.
-Então...vamos entrar na nossa casa?-eu disse esperançoso
-Claro!
Nós andamos até a casa e eu
abri a porta para ela.
Ela observava cada detalhe sem dizer uma palavra
-Eu sei que ela é simples mas...-eu seguia ela – eu não sei,
quer dizer sua antiga casa era enorme e essa só tem 5 cômodos e...
Ela colocou a mão na minha boca e me puxou pela gravata para
o quarto
-Descobriu rápido onde é o cômodo mais interessante da casa-
nós rimos e nos beijamos, cada vez mais intensamente.
Eu a deitei na cama e sentia nossos corações acelerados.
Eu tocava no corpo dela a sentindo estremecer,
Eu fiz com todo o cuidado para não machucá-la, já que nós
estávamos “desobedecendo” uma ordem médica.
Depois de algumas horas eu deite ofegante entre os seios
dela.
-Nota 9-ela disse ainda ofegante
-O que?
-Eu to brincando – ela disse rindo
-Eu vou te dar um castigo por isso mocinha! –ela ria
enquanto eu beijava o corpo dela novamente.
Nós passamos a noite assim, sem dormir claro, mas eu estava
me sentindo o homem mais feliz do mundo .

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