And I Love Her - Capítulo 24



Paul's POV:

Eu e os garotos combinamos de ir tomar café da manhã juntos em uma cafeteria pouco conhecida pra poupar tumulto.

Então, acordei bem cedo.
Nós nos encontraríamos ás 10 hrs, e eu acordei em torno das 7.
Antes de ir ao café,eu ia visitar a Mary.
Eu poderia ter ido antes,claro.Mas eu quis deixá-la sozinha para que ela não se sentisse pressionada...

Peguei o carro, e não demorei muito achegar a casa do "amiguinho" dela.
Quando eu chego John esta saindo da casa.
Droga!

-John?-eu gritei chamando a atenção dele-Vejo que você não perdeu tempo e veio logo ver ela não é?

-E eu posso dizer a mesma coisa de você não Paul?-ele sorriu sarcasticamente

Eu abaixei a cabeça.

-Eu desisti Paul.

A voz do John quebrou o silêncio.

-O que? Desistiu do que?

-Da Marylin.

-Da Mary?

-Marylin!

-Ela gosta que chamem ela de Mary

-Porque o nome artístico dela seria Marylin, se ela não gostasse de Marylin?

-Eu acho que...

-Ta bom chega, isso ta ridículo!

-Mas porque você fez isso?

-Porque eu não quero ver o meu melhor amigo infeliz.

Eu me emocionei e o abracei forte.

-Vai lá Paul. E vê se faz ela feliz ou eu te quebro todos os dentes!!

Eu sorri,eu estava sem palavras.
Era bom quando John deixava a "máscara de durão" cair.

-A gente se vê no café daqui a algumas horas ok?

Eu concordei e ele entrou no carro e foi embora.

Eu tinha o melhor amigo do mundo.
Eu o amava tanto.
E agora, se a Mary me aceitasse eu estaria completo!

Eu apertei a campainha e a porta se abriu rapidamente.
Era o tal Victor.
Ele me olhou de cima a baixo e gritou:

-Mary! Agora é o outro!-ele se dirigiu a mim- fique á vontade

Eu entrei naquela casa enorme,que tinha um clima meio de fazenda,sei lá.

-Quer beber algo?-ele chamou minha atenção de novo.

-ah,eu aceito um...

-Que bom que você não quer nada!-ele abriu um sorriso largo e me deixou sozinho

Aos poucos conhecendo a Bonnie e o Victor, percebi que a Mary tem um dom especial para escolher "bons amigos".

-Paul?

Ela chegou na sala com os olhos inchados.

-Eu encontrei o John lá fora e...

Antes que eu pudesse terminar ele me abraçou e chorou como uma criança em meus braços.

-Você vai ficar bem, calma- eu acariciava as costas dela.

Ver a Mary chorando fazia meu mundo desabar.
Depois de alguns minutos ela se acalmou e voltou a me olhar

-Paul,eu não quero falar sobre nós agora e...

-Está tudo bem - eu sorri e pude ver que ela ficou mais aliviada com isso.

-Obrigado.

-A minha função é fazer você se sentir bem, lembra?

Ela sorriu.
Aquilo era mágico.

-Claro que eu lembro,você me ajudou muito.

-E agora eu tenho que te alegrar

-Como você vai fazer isso?

-hmmmm,gosta de piadas?

-Sim.

-Mas eu não sei contar

Ela riu novamente e me bateu sem força.

-Pare de ser bobo Paul!

-Vamos só conversar tudo bem?

Ela me convido u para ir até a varanda, e ficamos lá durante mais de uma hora,conversando sobre os nossos programas de tv e rádio favoritos, descobri que ela toca piano...enfim, diversas coisas,tudo me fazia amá-la mais.

Mas por enquanto ela só me queria como amigo.
A dor de perder o John,estava acabando com ela, por mais que ela tentasse disfarçar.

Me despedi dela,e fui para o café encontrar os garotos.
John era uma "maria fofoqueira" porque o Ringo e o George já sabiam que ele havia desistido.

Mas apesar disso, nós não falamos disso, nós só nos divertimos.

Quando o nosso encontro á quatro (isso não é malícia) acabou, eu fui a pé para casa,para aproveitar as ruas vazias de domingo no sol do meio dia.

Eu estava pensando na Mary,obviamente.

Ela era tão perfeita e...
-Oh, me desculpe, eu te machuquei? eu não vi você!

Perguntou a bela moça que esbarrou em mim...





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