Saímos do hospital depois de algumas horas, sem dizer uma palavra.
Quando chegamos no apartamento dele eu sentei no sofá e comecei a chorar.
Paul veio em seguida e me abraçou.
- Desculpa. - Ele sussurrou.
- Tudo bem. - Me apoiei no ombro dele.
Ficamos abraçados sem dizer nada e depois fomos dormir.
Paul acordou e viu eu arrumando minhas roupas na cama:
- O que você está fazendo? - Ele esfregou os olhos.
- Não tem mais nada pra mim aqui. - Peguei uma mala de viagem que estava debaixo da cama. - Eu vou embora...
- Porque? - Ele se aproximou.
- Porque não? Já disse que não tem mais nada pra mim aqui. - Respondi arrumando a mala. - Não tem mais bebê pra cuidar, e eu posso continuar com minha carreira. - Coloquei o cabelo atrás da orelha.
- E o que acontece com nós? - Ele me olhou.
- Não tem nós. Você só queria um filho, não é? - Olhei nos olhos dele.
- Sim, primeiro foi pra te ajudar mesmo. - Ele olhou para baixo. - Mas quer dizer.
- Já disse que vou embora. - Coloquei a mala nas costas.- A gente se vê.

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