Depois de alguns dias perfeitos, Paul estava me irritando sendo agradável sempre.
- Bom dia. - Acordei e vi Paul na cozinha tomando café, com um sorriso na boca.
- Oi... - Esfreguei os olhos. - Você fez o café?
- Claro. - Ele riu um pouco.
- Nossa senhor McCartney. - Eu dei um beijo no rosto dele. - Impressionante.
- Hoje vamos sair de casa, o dia está legal. - Ele disse olhando para fora da janela.
- Tá, vou me arrumar. - Eu falei virando e indo para o quarto.
O dia foi legal, andamos de mão dadas na rua, no parque, na verdade ficamos no parque até escurecer.
Mas eu não parava de pensar como seria fazer isso com o John, seria ótimo, porque era o John.
- Você está linda. - Ele segurou minhas mãos. - Sério.
- Isso não pode ser verdade. Paul, você é perfeito. - Soltei.
- Obrigado. - Ele sorriu, achando que era um elogio
- Não. - Soltei minhas mãos da dele. - Quer dizer, você foi sempre educado, ouviu o que eu falei, concordou, me ajudou a escolher minhas roupas, me elogiou. - Ele continuava sorrindo. - Qual é o seu problema? - Eu falei um pouco alto
- O que? - Ele me olhou impressionado.
- Você é muito perfeito! Isso me irrita. Porque você não me ignora, faz piadas sobre mim, ou me pressiona para fazer sexo? Desculpa Paul, acho que não fomos feitos um para o outro. - Eu saí andando, ele ficou parado me olhando como se eu fosse demente ou algo do tipo.
Mas acho que foi certo o que eu fiz.

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