Capítulo 7 - 8 Days a Week




Lucy se remexeu na cama enquanto sentia John dar leves mordidas em suas costas. Seu sono estava tão bom que ela sentiu preguiça de despertar.

- Vai acordar somente à noite, dona preguiçosa? – perguntou John.

- Como assim? – ela murmurou sonolenta.

- Já são quase duas da tarde.

- Meu Deus! – ela levantou num sobressalto e acabou acertando o rosto de John. – Ah, desculpe.

- Aço que pedi um pedafo da minia língua. – ele falou com uma expressão de dor.

- Sério? – ela entrou em pânico.

- Não! – ele respondeu rindo. – Mas acho que a mordi, de qualquer forma. – deu de ombros.

- Bobo! – ela lhe deu um tapa.

- Agora se cubra, pois seus seios estão muito lindos. – ele sorriu malicioso e ela se enrolou mais no lençol. – Pedi para trazerem nosso almoço no quarto.

- Então vou tomar um banho. – ela anunciou indo apressadamente para o banheiro.

John respirou fundo e sorriu achando graça nessa vergonha que ela sentia toda vez que ele olhava seu corpo nu. Ele já conhecia cada canto do corpo dela, sabia do porque da pequena cicatriz no joelho, a delicadeza das curvas e a maciez de sua pele. Não havia motivo para tanta timidez, mas Lucy parecia inconscientemente fazer o impossível para deixar John cada vez mais louco por ela. E isso o estava preocupando. Ele não podia se apegar e muito menos permitir que Lucy se apegasse a ele.

Após o almoço, os dois se arrumaram e foram para a piscina encontrando George boiando de cabeça pra baixo.

- Meu Deus ele está morto! – Lucy ameaçou correr e John a segurou.

- Ele sempre faz isso pra alguém tentar salvá-lo, é brincadeira. – Lucy escutou com atenção e viu que as pessoas que estavam na piscina não estavam se importando. Ela notou também a ausência de Giovanna.

- George? – ela se agachou na beirada da piscina. – Hei, George!

- Oi? – ele emergiu com o cabelo todo jogado no rosto.

- Como você consegue ficar tanto tempo sem respirar? – perguntou enquanto se sentava e brincava com a água da piscina com suas pernas.

- Reza a lenda que foi após um oral numa vizinha gordona. – respondeu John sombriamente.

- Eca! – George nadou até o casal. – Não me incomodem.

- O que foi, acabou o pudim do restaurante? – John parecia realmente preocupado.

- Giovana foi embora. – ele fungou. – E não estou a fim de dormir com outra mulher, o que isso significa?

- Significa… - começou Lucy.

-… que ela te fez um fio terra e agora você aprecia isso. – completou John e Lucy lhe deu um beliscão. – Agressiva.

- Ela não me fez fio terra. – George abraçou as pernas de Lucy. – Quem dera fosse isso.

- Ok… - John semicerrou os olhos. – Você tem noção da força das palavras que você acabou de dizer?

- Não pensei antes de falar. – George deu de ombros. – Eu só estou apaixonado.

- Isso é bom. – sorriu Lucy.

- Isso é ruim. – os dois disseram em uníssono.

- Regra número um de um beatle: não se apaixone. – disse George.

- Regra número dois: nós nunca tivemos regras, George. – John riu.

- Você faz piada porque não é com voc… - não terminou de falar e voltou a boiar de cabeça pra baixo.

- Ele está com problemas sérios. – comentou Lucy.

- É por isso que não me apaixono. – disse John fazendo com que um silêncio desconfortável se apoderasse entre eles por alguns segundos. – Vou pegar um suco, você quer de que?

- Maracujá. – ela sorriu.

- Blur blu blur blu blur blu. – George disse alguma coisa debaixo d’água.

- O que? – Lucy o puxou pelos cabelos.

- Também vou querer. – ele respondeu.

Eles passaram a tarde toda ali se divertindo e distraindo George. Porém as palavras de John ficavam martelando na mente de Lucy. É por isso que não me apaixono. Lucy não queria admitir, mas no fundo tinha esperanças de que John levasse o romance dos dois adiante para que não fosse apenas algo passageiro. Ele não estava prendido a ela, mas para ela era como se cada célula de seu corpo pertencesse ao homem que agora a carregava no colo até o quarto dele.

- E eu que achava que você era levinha. – ele disse com certo esforço enquanto abria a porta.

- Boa tarde, sumidos. – John virou e viu Ringo sorrindo forçadamente.

- Qualquer coisa eu jogo você em cima dele e saio correndo. – sussurrou John e Lucy riu. – Eu não estou mentindo.

- Oi, Rich. – saudou Lucy.

- Não vi vocês hoje no almoço. – ele cruzou os braços.

- Você pode ser breve? Eu vou morrer! – John respirou fundo e levou a provável milionésima tapa de Lucy.

- Hoje tem mais uma festinha no hotel. Como amanhã é nosso último di…

- Estaremos lá, beijão no narigão. – disse John rapidamente entrando no quarto e largando Lucy no colchão. – Preciso malhar.

- Concordo porque sou magrinha. – ela lhe fez uma careta.

- Você é perfeita. – ele fez companhia pra ela na cama.

Logo John estava beijando o pescoço da jovem como ela adorava enquanto ela se empenhava em tirar a camiseta dele. Lucy se levantou ficando de frente para John, entre suas pernas, e pegou seu rosto para trocarem mais um de seus beijos apaixonados. Ele aproveitou para retirar sua blusa e Lucy começou a retirar seu maiô.

- Nada disso. – ele segurou suas mãos. – Essa tarefa é minha.

Eles sorriram um para o outro, os olhos brilhando de felicidade e desejo. Era assim quando os dois estavam prestes a se tornar um só. Todos os sentimentos fervilhando dentro deles e nada mais importava.

John desceu as alças do maiô pelos braços de Lucy enquanto beijava os seios dela, descendo os carinhos conforme ele se livrara da peça de roupa molhada. Suas mãos passaram pelo corpo da jovem afoitamente, e ela puxou o rosto dele para mais um beijo. Se separaram somente quando os dois já não tinham mais fôlego e ficaram se encarando profundamente por segundos. Lucy sentiu vontade de dizer que o amava e que não queria se ver longe dele nem tão cedo, mas não sabia qual seria a reação do homem ofegante e atraente que estava sentado a sua frente.

Surpreendentemente, John agarrou na cintura dela a puxando para deitarem na cama e os dois deram risada. Lucy sentou-se em cima do quadril de Lennon, sentindo o volume por baixo da sunga. Ele segurou fortemente na cintura dela, depois dando carinhos circulares na barriga branca e lisa da jovem enquanto ela brincava o cós da sunga dele.

- Pode tirar. – ele deu um sorriso malicioso após uma risada rouca.

E foi o que ela fez após mentalizar rapidamente que deveria superar sua vergonha. John sentou puxando Lucy para seu colo e enquanto se beijavam, encaixou-se dentro dela para novamente usufruir das sensações maravilhosas que sentiam juntos.

Enquanto o casal se amava num quarto, Paul estava tentando animar George, porém não parava um segundo sequer de olhar o relógio ansiando por ver Julie. Além do mais não aguentava mais George se lamentando de TODOS os relacionamentos amorosos que já teve na vida enquanto bebia uísque. Detalhe: a garrafa já estava vazia pela metade.

- Você não pode estar tão apaixonado assim. – Paul olhava assombrado para George que também devorava mais uma porção de Pudim. Não quero estar perto quando ele vomitar, pensou Paul.

- É só uma desculpa… para comer… mais. – respondeu Harrison entre soluços.

- Então eu posso sair?! – Paul perguntou esperançoso.

- Não! – o magrelo semicerrou os olhos. – I can’t believe that she would leave me on my own.

- É um trecho de Don’t bother me? – Paul perguntou entediado. – O que será que John está fazendo?

- Coelhando com Lucy. Eles coelham… o tempo… todo. – disse entre soluços. – Meu quarto é ao lado do de John e não sei se vou suportar isso pra sempre.

- Ok… - Paul levantou. – Vou ao banheiro rapidinho, me aguarde.

- Mas aí é a saída, Paul. – George assistiu o amigo praticamente correr dali. – Paul, eu acho que não pode fazer xixi no corredor! – gritou. – Paul?

Paul acabou esbarrando em Lucy e John que estavam arrumados, aparentemente prontos para ir para a festa. A festa!

- Eu perdi tanto tempo assim conversando com George? – Paul perguntou mais para si mesmo enquanto trancava George no quarto.

- Nós passamos a tarde toda com ele, nada mais justo do que você ocupar o lugar de Giovanna. – John deu um sorriso malicioso. – McGiovanna.

- Risos. – deu um sorriso forçado, Paul. – Vou deixar ele trancado aqui a noite toda.

- Isso não é perigoso? – Lucy perguntou realmente preocupada.

- Que nada, daqui a pouco ele apaga. – deu de ombros.

- E se ele tentar sair pela janela, cair e morrer? – John perguntou.

- Melhor ainda! – Paul deu um sorriso sombrio e saiu deixando o casal paralisado no corredor.

- Vou abrir. – disse Lucy abrindo a porta subitamente.

- Olá amigos. – George suspirou. – Estou tão triste.

- Que tal você ir com a gente pra festa e pegar umas minas? – sorriu John.

- Ok, a tristeza passou. – num piscar de olhos George estava no corredor e o casal o acompanhou. – Acho que estou passando mal.

- Não acha melhor você tomar um banho e descansar? – perguntou Lucy preocupada.

- Que nada, é só eu não vomitar na boca dos brotos igual eu fiz uma vez. – George apertou o botão do elevador.

- Verdade, aquilo foi horrível. – John fez careta.

- Não quero nem saber. – Lucy sentiu náuseas. – Nojentos.

Eles apenas riram da garota. Os Beatles passaram o resto da noite se divertindo e aproveitando sua última noitada de farra. Em breve voltariam a agitação de melhor banda do momento e o dia seguinte o último para aproveitarem e a noite seria de despedidas. Foi nesse momento que todos eles desejaram que a semana tivesse oito dias, se possível mais.

- Julie e Fernanda vão embora amanhã depois do almoço. – disse Ringo enquanto ele e Paul estavam fumando longe da agitação da festa.

- Eu gostaria de poder levar isso adiante, mas não se quero fazer de Julie uma amante. E também não quero que ela se torne uma nova Jane. – Paul deu um pequeno sorriso triste. – Conheci a garota certa na hora errada.

- Sei como se sente. – John apareceu de surpresa. – Mas no fundo eu sei que é tudo macumba de vocês dois pilantras.

- Se minha macumba desse certo você estaria pendurado por um gancho num poste. – Ringo sorriu forçadamente.

- Não quero nem saber onde estaria esse gancho. – John semicerrou os olhos e depois os três riram.

- Vocês estão aqui e seus brotos estão dando sopa na pista, só pra constar. – George apareceu com duas garotas agarradas em seu pescoço.

- Supera rápido. – murmurou Ringo, em seguida fungando. O narigudo se preparou para dar um espirro e os outros dois se entreolharam.

- NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

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Nota da autora: E foi com um espirro do Ringo que acabou a história. Naaah, brincadeira. Novamente desculpa pela demora e pelo capítulo pouco conteudista. O próximo será o último, então se preparem para despedidas e chororô k deixem seus comentários *-*

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