8 Days a Week - Capítulo 6



John ficou um tempo paralisado olhando o rosto de Lucy que parecia estar ansiosa.

- Pode entrar sim. – ele deu passagem a ela.

- Eu sei que está tarde, desculpa te incomodar. – ela olhou pra ele pedindo desculpas.

- Não tem problema nenhum. – ele deu uma risada nervosa. – Mas por qual motivo você veio até meu quarto?

Ela segurou firme no seu robe, mordendo os lábios e pensando em que palavras deveria usar.

- Eu não conseguiria dormir sem te falar uma coisa. – ela se aproximou dele, até a respiração pesada dele bater em seu rosto.

John não aguentou toda aquela proximidade e a puxou pela cintura, lhe dando um beijo ansioso e intenso. Suas mãos passaram pelo corpo da garota com saudade e ela puxava seu cabelo com força.

- Eu estou pronta, John. – ela disse quando o beijo foi interrompido.

- O que?

- Eu quero você, John. – ela o beijou. – Hoje.

Ele sorriu e a pegou no colo, ela enlaçando suas pernas na cintura dele e assim ele a levou para a cama. Com seu corpo por cima do dela, ele começou a beijar seu pescoço desfazendo o nó do robe de Lucy, encontrando-a de camisola. Ele se ajoelhou a olhando por um tempo. Ela era tão menina, tinha um jeito tão inocente e isso o atiçava tanto…

Ela também se ajoelhou e olhando nos olhos dela ele puxou sua camisola lentamente, com seus dedos roçando na pele dela lhe causando pequenos arrepios, deixando-a ansiosa. O que ele estava fazendo podia ser considerado tortura.

Ela ergueu os braços para que ele passasse a peça de roupa por eles e finalmente ela estava nua, ou quase, já que vestia uma calcinha. Ele olhou o corpo dela, sua pele branca levemente bronzeada pelos dias na piscina, as curvas leves, os seios empinados com os bicos rosados, John estava doido para beijá-los e prova-los.

- Você é linda. – ele sussurrou passando a mão pelas coxas delas até seu quadril. – Gostei da calcinha.

- John! – ela bateu eu braço e pegou um travesseiro para se cobrir. Ela estava vestindo uma calcinha tão comportada que John pensou se tia Mimi usava uma daquelas. – Poderia apagar as luzes?

- Por quê? – ele franziu o cenho.

- Por favor. – ela pediu.

Ele respirou fundo, levantou e apagou as luzes fazendo com que o quarto fosse iluminado fracamente pela luz da lua. Os olhos de Lucy brilhavam e ela estava tão linda que ele jamais esqueceria aquela cena. Ele se inclinou sobre seu corpo e começou a beijá-la, enquanto as mãos dela adentravam pela blusa dele e rapidamente se livrava dela. Já John retirou a calcinha de Lucy, vagando suas mãos pela parte interna da coxa dela, fazendo com que o coração da jovem se acelerasse toda vez que ele se aproximava de sua intimidade.

Ele começou a descer beijos pelo pescoço dela, até seus seios onde deu uma atenção especial, até passar pela sua barriga. Ela riu.

- Assim você me desconcentra. – ele resmungou.

- Fez cócegas. – ela se apoiou nos cotovelos vendo o rosto dele bem próximo do meio de suas pernas. – O que você vai fazer?

Ele apenas deu um sorriso malicioso. Passou seus dedos levemente, para depois dar atenção com sua boca. Lucy soltou um gemido alto pensando em como ela foi capaz de adiar tanto prazer. A boca de John ora lambia, ora sugava seu ponto de prazer e ela se remexia com a respiração ofegante. Gemia o nome de John e isso o impulsionava para fazer seu melhor.

Tremores leves começaram a tomar conta do corpo de Lucy e uma sensação nova foi sentida. John voltou a beijar o corpo dela, até chegar em sua boca. Ela não se importou e o beijou sentindo seu próprio gosto enquanto suas mãos iam para as calças dele para rapidamente se livrar tanto dela quanto da cueca. Agora ambos estavam nus, ofegantes, ansiosos para o momento em que eles se tornassem um só.

John levantou um pouco uma das pernas de Lucy e se acomodou entre elas para lentamente penetrar o corpo da jovem. Ele observou o rosto dela primeiro passar por uma expressão temerosa para depois uma relaxada. Logo seus corpos estavam se mexendo em sincronia, proporcionando prazer aos dois. John largou um pouco de seu preso sobre Lucy, encostando sua testa na dela, trocando um olhar intenso enquanto sorria. Lucy também sorriu não podendo estar mais feliz.

Não demorou muito para Lucy novamente chegar ao ápice e John se retirou dela para poder gozar fora. Dessa vez o coito interrompido deu certo, ele não podia cometer o mesmo erro que cometeu com Cyn.

- Eu estava fugindo disso? – Lucy quebrou o silêncio e abraçou John que estava deitado ao seu lado.

- Sim, você estava. – ele riu e a abraçou também.

Ele pensou no seu objetivo de dispensá-la e humilhá-la tratando-a como se ela não passasse de um objeto o qual ele acabar de fazer uso. Mas Lucy estava tão feliz, tão serena e tão sua. Completamente entregue. Ele não seria capaz de fazer nenhum mal a ela e inclusive se sentia um pouco culpado por ter tirado sua virgindade após tanta pressão psicológica.

- Precisamos de preservativos. – ele disse.

- Precisamos? – ela perguntou confusa.

- Claro! Você acha que acabei com você? – ele ficou por cima dela sorrindo maliciosamente. – Não queremos o risco de você engravidar, queremos?

- Não! – ela disse rapidamente. – Fomos irresponsáveis.

- Mas eu sou profissional do sexo, querida. – ele se gabou e ela deu uma risada irônica.

- Julian é a prova disso? – ela perguntou e ele ficou sério, fazendo com que ela sentisse culpa por tocar num assunto tão delicado.

- Você adoraria conhecê-lo, é um lindo bebê. – John disse antes que ela dissesse qualquer outra coisa.

- Que tal tomarmos um banho? – ela sugeriu sorrindo.

- Juntos? – ele sorriu maliciosamente, mostrando que estava tudo bem.

- Não, eu vou agora e você depois. – ela respondeu lhe dando um beijo rápido e correndo envergonhada para o banheiro.

Logo os dois dormiram, acordando cedo no dia seguinte para Lucy poder ir ao seu quarto como se nada tivesse acontecido. Ringo não podia suspeitar ou teria um piripaque. Se viram novamente apenas no almoço, na mesa do restaurante onde um estava sentado de frente para o outro com as melhores caras de anjo. Lucy estava sentado ao lado de Ringo que estava distraído dando atenção para Fernanda Atchim.

John deu um sorriso malicioso para Lucy que abaixou o olhar corando e remexendo em sua sobremesa. Lennon começou a acariciar a perna dela com seu pé com o maior cinismo do mundo, porém estranhou quando ela não demonstrou nenhuma reação. Ringo deu uma olhada discreta para debaixo da mesa e viu que John estava acariciando a sua perna e lhe deu um chute.

- Oh! – John por reflexo abaixou a cabeça e acabou indo de cara no pudim.

- Nossa, depois falam que eu que sou guloso. – resmungou George comendo o pudim de Giovanna, já que o dele já havia acabado.

- Que vida! – John bufou de raiva e Ringo começou a rir.

- Vem cá, eu vou poder mergulhar minha cara no pudim também? – George perguntou.

John levantou dali com raiva deixando o pessoal pra trás rindo, exceto George que queria pedir mais uma sobremesa para afundar seus rosto e se deliciar. Paul discretamente pediu licença e saiu da mesa indo atrás de John no banheiro e encontrou o amigo limpando o rosto.

- O que fez você fazer isso? – riu Paul.

- O pudim estava tão sexy que decidi cair de boca. – respondeu John dando um sorrisinho irônico. – Ringo chutou minha canela.

- Nossa. – Paul riu mais. – Mas por quê?

- Eu estava acariciando a perna dele.

Os dois ficaram em silêncio.

- Olha John, depois de anos de amizade essa não era a forma que eu esperava que você me diria que era homossexual. – Paul colocou a mão no ombro do amigo que olhou pra ele chocado através do espelho. – Mas pelo menos você é gay pelo Ringo e não por mim.

- O que…? – John não sabia o que dizer.

- E por sinal, que mal gosto viu? – Paul levou um tapa na testa.

- Deixa de ser besta, eu estava era querendo acariciar Lucy, idiota! – reclamou Lennon enxugando seu rosto com papel.

- Ah, realmente isso faz mais sentido. – Paul concordou. – Vocês já estão de bem?

- Estamos ótimos! – John deu um sorriso largo.

- Agradeça a mim então. – Paul fez pose de convencido.

- Por quê?

- Pedi para Julie ir conversar com ela e me parece que deu tudo certo. Quase que Julie não fala comigo outra vez, até ela entendeu que seu jogo era apenas para conseguir levar Lucy pra cama. – disse Paul. – Tem pudim no seu cabelo ainda.

- Droga. – John limpou o cabelo. – E eu completei meu objetivo.

- Quer dizer que…?

- Que você é um lerdo. – John bufou. – Nós consumamos nosso amor.

- Consumamos nosso amor? – Paul franziu o cenho.

- É uma forma delicada de dizer que transamos. – John esclareceu as coisas. – McLerdão.

- E não dispensou ela ainda? Quer dizer, você não ia fazer isso? – Paul parecia interessado.

- Não vou mais. Ela não merece. – John foi até a porta do banheiro. – Agora vamos sair antes que pensem que estamos transando aqui dentro.

- Ah! – Paul o abraçou. – Você está gostando dela!

- Não estou não. – John se desvencilhou do aperto. – Se ficar me perturbando eu vou te dar outro tapa na testa e você ao invés de lerdo vai ficar mongol.

- John e Lucy sentados na árvore…

- Argh!

John foi para seu quarto e Paul voltou para a mesa. Dessa vez foi a vez de Lucy sair de fininho e se encontrar com John esperando por um elevador.

- O que foi aquilo? – ela perguntou sorridente.

- Tem pudim em mim ainda? – ele perguntou e os dois riram. O elevador abriu e ele a puxou para um abraço. – Passa o dia comigo hoje?

- Por qual motivo? – ela perguntou timidamente.

- Aposto que está pensando besteira, safadinha. – ele cutucou a barriga da jovem que riu pelas cócegas. – Quero apenas aproveitar mais tempo que você. Daqui a dois dias iremos embora.

- Eu sei. – ela suspirou e o abraçou. – Sentirei sua falta.

Eu também. – ele disse pra si mesmo.

Nota da autora: desculpa a demora pra postar e o capítulo pequeno :\ tentarei melhorar no próximo. Não deixem de comentar *-*

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