
John
ficou um tempo paralisado olhando o rosto de Lucy que parecia estar ansiosa.
- Pode
entrar sim. – ele deu passagem a ela.
- Eu
sei que está tarde, desculpa te incomodar. – ela olhou pra ele pedindo
desculpas.
- Não
tem problema nenhum. – ele deu uma risada nervosa. – Mas por qual motivo você
veio até meu quarto?
Ela
segurou firme no seu robe, mordendo os lábios e pensando em que palavras
deveria usar.
- Eu
não conseguiria dormir sem te falar uma coisa. – ela se aproximou dele, até a
respiração pesada dele bater em seu rosto.
John
não aguentou toda aquela proximidade e a puxou pela cintura, lhe dando um beijo
ansioso e intenso. Suas mãos passaram pelo corpo da garota com saudade e ela
puxava seu cabelo com força.
- Eu
estou pronta, John. – ela disse quando o beijo foi interrompido.
- O
que?
- Eu
quero você, John. – ela o beijou. – Hoje.
Ele
sorriu e a pegou no colo, ela enlaçando suas pernas na cintura dele e assim ele
a levou para a cama. Com seu corpo por cima do dela, ele começou a beijar seu
pescoço desfazendo o nó do robe de Lucy, encontrando-a de camisola. Ele se
ajoelhou a olhando por um tempo. Ela era tão menina, tinha um jeito tão
inocente e isso o atiçava tanto…
Ela
também se ajoelhou e olhando nos olhos dela ele puxou sua camisola lentamente,
com seus dedos roçando na pele dela lhe causando pequenos arrepios, deixando-a
ansiosa. O que ele estava fazendo podia ser considerado tortura.
Ela
ergueu os braços para que ele passasse a peça de roupa por eles e finalmente
ela estava nua, ou quase, já que vestia uma calcinha. Ele olhou o corpo dela,
sua pele branca levemente bronzeada pelos dias na piscina, as curvas leves, os
seios empinados com os bicos rosados, John estava doido para beijá-los e
prova-los.
- Você
é linda. – ele sussurrou passando a mão pelas coxas delas até seu quadril. –
Gostei da calcinha.
-
John! – ela bateu eu braço e pegou um travesseiro para se cobrir. Ela estava
vestindo uma calcinha tão comportada que John pensou se tia Mimi usava uma
daquelas. – Poderia apagar as luzes?
- Por
quê? – ele franziu o cenho.
- Por
favor. – ela pediu.
Ele
respirou fundo, levantou e apagou as luzes fazendo com que o quarto fosse
iluminado fracamente pela luz da lua. Os olhos de Lucy brilhavam e ela estava
tão linda que ele jamais esqueceria aquela cena. Ele se inclinou sobre seu
corpo e começou a beijá-la, enquanto as mãos dela adentravam pela blusa dele e
rapidamente se livrava dela. Já John retirou a calcinha de Lucy, vagando suas
mãos pela parte interna da coxa dela, fazendo com que o coração da jovem se
acelerasse toda vez que ele se aproximava de sua intimidade.
Ele
começou a descer beijos pelo pescoço dela, até seus seios onde deu uma atenção
especial, até passar pela sua barriga. Ela riu.
-
Assim você me desconcentra. – ele resmungou.
- Fez
cócegas. – ela se apoiou nos cotovelos vendo o rosto dele bem próximo do meio
de suas pernas. – O que você vai fazer?
Ele
apenas deu um sorriso malicioso. Passou seus dedos levemente, para depois dar
atenção com sua boca. Lucy soltou um gemido alto pensando em como ela foi capaz
de adiar tanto prazer. A boca de John ora lambia, ora sugava seu ponto de
prazer e ela se remexia com a respiração ofegante. Gemia o nome de John e isso
o impulsionava para fazer seu melhor.
Tremores
leves começaram a tomar conta do corpo de Lucy e uma sensação nova foi sentida.
John voltou a beijar o corpo dela, até chegar em sua boca. Ela não se importou
e o beijou sentindo seu próprio gosto enquanto suas mãos iam para as calças
dele para rapidamente se livrar tanto dela quanto da cueca. Agora ambos estavam
nus, ofegantes, ansiosos para o momento em que eles se tornassem um só.
John levantou
um pouco uma das pernas de Lucy e se acomodou entre elas para lentamente
penetrar o corpo da jovem. Ele observou o rosto dela primeiro passar por uma
expressão temerosa para depois uma relaxada. Logo seus corpos estavam se mexendo
em sincronia, proporcionando prazer aos dois. John largou um pouco de seu preso
sobre Lucy, encostando sua testa na dela, trocando um olhar intenso enquanto
sorria. Lucy também sorriu não podendo estar mais feliz.
Não
demorou muito para Lucy novamente chegar ao ápice e John se retirou dela para
poder gozar fora. Dessa vez o coito interrompido deu certo, ele não podia
cometer o mesmo erro que cometeu com Cyn.
- Eu
estava fugindo disso? – Lucy quebrou o silêncio e abraçou John que estava
deitado ao seu lado.
- Sim,
você estava. – ele riu e a abraçou também.
Ele
pensou no seu objetivo de dispensá-la e humilhá-la tratando-a como se ela não
passasse de um objeto o qual ele acabar de fazer uso. Mas Lucy estava tão
feliz, tão serena e tão sua. Completamente entregue. Ele não seria capaz de
fazer nenhum mal a ela e inclusive se sentia um pouco culpado por ter tirado
sua virgindade após tanta pressão psicológica.
-
Precisamos de preservativos. – ele disse.
-
Precisamos? – ela perguntou confusa.
-
Claro! Você acha que acabei com você? – ele ficou por cima dela sorrindo
maliciosamente. – Não queremos o risco de você engravidar, queremos?
- Não!
– ela disse rapidamente. – Fomos irresponsáveis.
- Mas
eu sou profissional do sexo, querida. – ele se gabou e ela deu uma risada
irônica.
-
Julian é a prova disso? – ela perguntou e ele ficou sério, fazendo com que ela
sentisse culpa por tocar num assunto tão delicado.
- Você
adoraria conhecê-lo, é um lindo bebê. – John disse antes que ela dissesse
qualquer outra coisa.
- Que
tal tomarmos um banho? – ela sugeriu sorrindo.
-
Juntos? – ele sorriu maliciosamente, mostrando que estava tudo bem.
- Não,
eu vou agora e você depois. – ela respondeu lhe dando um beijo rápido e
correndo envergonhada para o banheiro.
Logo
os dois dormiram, acordando cedo no dia seguinte para Lucy poder ir ao seu
quarto como se nada tivesse acontecido. Ringo não podia suspeitar ou teria um
piripaque. Se viram novamente apenas no almoço, na mesa do restaurante onde um
estava sentado de frente para o outro com as melhores caras de anjo. Lucy
estava sentado ao lado de Ringo que estava distraído dando atenção para
Fernanda Atchim.
John
deu um sorriso malicioso para Lucy que abaixou o olhar corando e remexendo em
sua sobremesa. Lennon começou a acariciar a perna dela com seu pé com o maior
cinismo do mundo, porém estranhou quando ela não demonstrou nenhuma reação.
Ringo deu uma olhada discreta para debaixo da mesa e viu que John estava
acariciando a sua perna e lhe deu um
chute.
- Oh! –
John por reflexo abaixou a cabeça e acabou indo de cara no pudim.
-
Nossa, depois falam que eu que sou guloso. – resmungou George comendo o pudim
de Giovanna, já que o dele já havia acabado.
- Que
vida! – John bufou de raiva e Ringo começou a rir.
- Vem
cá, eu vou poder mergulhar minha cara no pudim também? – George perguntou.
John
levantou dali com raiva deixando o pessoal pra trás rindo, exceto George que
queria pedir mais uma sobremesa para afundar seus rosto e se deliciar. Paul
discretamente pediu licença e saiu da mesa indo atrás de John no banheiro e
encontrou o amigo limpando o rosto.
- O
que fez você fazer isso? – riu Paul.
- O
pudim estava tão sexy que decidi cair de boca. – respondeu John dando um
sorrisinho irônico. – Ringo chutou minha canela.
-
Nossa. – Paul riu mais. – Mas por quê?
- Eu
estava acariciando a perna dele.
Os
dois ficaram em silêncio.
- Olha
John, depois de anos de amizade essa não era a forma que eu esperava que você
me diria que era homossexual. – Paul colocou a mão no ombro do amigo que olhou
pra ele chocado através do espelho. – Mas pelo menos você é gay pelo Ringo e
não por mim.
- O
que…? – John não sabia o que dizer.
- E
por sinal, que mal gosto viu? – Paul levou um tapa na testa.
-
Deixa de ser besta, eu estava era querendo acariciar Lucy, idiota! – reclamou Lennon
enxugando seu rosto com papel.
- Ah,
realmente isso faz mais sentido. – Paul concordou. – Vocês já estão de bem?
- Estamos
ótimos! – John deu um sorriso largo.
-
Agradeça a mim então. – Paul fez pose de convencido.
- Por
quê?
- Pedi
para Julie ir conversar com ela e me parece que deu tudo certo. Quase que Julie
não fala comigo outra vez, até ela entendeu que seu jogo era apenas para
conseguir levar Lucy pra cama. – disse Paul. – Tem pudim no seu cabelo ainda.
-
Droga. – John limpou o cabelo. – E eu completei meu objetivo.
- Quer
dizer que…?
- Que
você é um lerdo. – John bufou. – Nós consumamos nosso amor.
-
Consumamos nosso amor? – Paul franziu o cenho.
- É
uma forma delicada de dizer que transamos. – John esclareceu as coisas. –
McLerdão.
- E
não dispensou ela ainda? Quer dizer, você não ia fazer isso? – Paul parecia
interessado.
- Não
vou mais. Ela não merece. – John foi até a porta do banheiro. – Agora vamos sair
antes que pensem que estamos transando aqui dentro.
- Ah! –
Paul o abraçou. – Você está gostando dela!
- Não
estou não. – John se desvencilhou do aperto. – Se ficar me perturbando eu vou
te dar outro tapa na testa e você ao invés de lerdo vai ficar mongol.
- John
e Lucy sentados na árvore…
-
Argh!
John
foi para seu quarto e Paul voltou para a mesa. Dessa vez foi a vez de Lucy sair
de fininho e se encontrar com John esperando por um elevador.
- O
que foi aquilo? – ela perguntou sorridente.
- Tem
pudim em mim ainda? – ele perguntou e os dois riram. O elevador abriu e ele a
puxou para um abraço. – Passa o dia comigo hoje?
- Por
qual motivo? – ela perguntou timidamente.
-
Aposto que está pensando besteira, safadinha. – ele cutucou a barriga da jovem
que riu pelas cócegas. – Quero apenas aproveitar mais tempo que você. Daqui a
dois dias iremos embora.
- Eu
sei. – ela suspirou e o abraçou. – Sentirei sua falta.
Eu também. – ele disse pra si mesmo.
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