Capítulo 7
Molly começou a rir.
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Ta brincando, não é? – Molly perguntou.
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Não, eu to falando sério! – Paul exclamou.
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Mas o filho nem é seu... – Molly tentou entender.
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Não é, mas, bem, eu me importo com a mãe dele. – Paul disse, sorrindo.
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Ah, você é mesmo o meu Anjo da Guarda! – Molly exclamou, abraçando-o.
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Queria ser mais que isso. – Paul sussurrou para si mesmo.
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Disse algo? – Molly perguntou.
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Ahñ? Ah, não, claro que não. – Paul disse, encabulado e rindo.
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Tudo bem. – Molly riu também.
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Bom, de qualquer forma, não quero que você fique mal vista na cidade. – Paul disse.
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Isso é caso perdido, já era. Em breve, mesmo você assumindo o filho de John...
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Espera, filho de John, não. Nosso filho. – Paul corrigiu.
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Certo, nosso filho. – Molly riu. – As pessoas vão achar ruim da mesma forma!
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Não se nós nos casarmos. – Paul disse, rindo confiante.
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Que isso?! Aí é demais, não é? Não quero que fique estragando sua vida por
minha causa. Você tem a Jane, deve ter planos com ela.
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Terminamos há dois dias, Molly. – Ele disse, rindo.
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Há dois dias? Como eu não soube disso?! – Molly parecia surpresa.
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Não deu, bem, eu ia te contar quando me disse que estava grávida. – Paul explicou.
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Entendo. – Riu. – Mas, mesmo assim, não é motivo para se casar comigo.
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Molly, é só um casamento de fachada. Pra você não ficar mal vista. – Paul insistiu.
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Bom, então está bem. Vamos dar a notícia para meus pais? – Molly concordou.
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Vamos sim. – Ele riu.
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Casamento de fachada? – Eleanor parecia ter visto um fantasma.
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Sim, mãe. – Molly afirmou.
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Mas isso é um absurdo! – Mimi não parecia satisfeita. – O bebê tem que ser
criado pelo pai verdadeiro!
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Desculpe, Mimi. Sabe que eu tenho muito respeito pela senhora desde sempre, mas
tenho que discordar com a senhora agora. O bebê tem que ser criado por alguém
que o ame de verdade, o que não é o caso do seu sobrinho. – Paul enfrentou.
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E é o seu caso? Você nem é pai dele! – Mimi continuou.
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É meu caso sim, porque essa criança já faz parte da minha família. Já é um
McCartney verdadeiro. – Paul continuou enfrentando.
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Então ta, faça da sua vida um inferno por conta própria! – Mimi disse, saindo
da casa e fechando a porta com muita força.
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Não liga pra ela, querido. Você está sendo um anjo pra minha filha! Obrigada por
tudo, que Deus te recompense! – Eleanor disse, com um sorriso, segurando as
mãos de Paul.
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Estou fazendo isso porque eu me importo de verdade com sua filha. – Ele disse,
sorrindo.
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Rapaz, obrigado por tudo, realmente. – Robert disse, finalmente sorrindo.
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Não há de quê, Sr. Heartfilia. – Paul disse, sorrindo.
Paul ficou por mais algum tempo na
casa dos Heartifilia acertando alguns detalhes. Na hora de ir, deu uma piscadinha
pra Molly, abriu a porta e deu de cara com Mimi de braços dados com John.
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Que história é essa de colocar seu nome no MEU filho? – John perguntou,
agressivo, enfatizando o “meu”.
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