Capítulo 6
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Você disse... abortar? – A voz de Paul surgiu em meio à conversa.
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Claro. É porque a Molly...
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Está grávida de você, to sabendo. – Paul cortou as palavras de John.
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Você já sabia? – John perguntou, confuso.
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É, a Molly me contou. – Paul confirmou.
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Estou desconfiando que fui o último a saber. – John disse, enciumado.
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Talvez. – Molly ironizou.
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Mas então, Molly, o que acha de meu acordo? – John perguntou, sorrindo.
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Patético, ridículo, impraticável. Quer que eu continue? – Molly disse, tranquila.
Paul riu, satisfeito.
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Mas por quê? Eu realmente não te entendo, garota. – John disse, revoltado.
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Eu é que não te entendo. Quer matar meu primeiro bebê! Você é louco?! – Molly disse,
brigando.
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Essa criança vai acabar vindo doente, quer ver? – John disse, nervoso.
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Só se Deus quiser. – Molly disse, firme.
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Você é religiosa, é? – Paul perguntou, sorrindo.
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Sim. – Molly afirmou.
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Era só o que me faltava. – John disse, revirando os olhos.
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Algum problema, John? – Molly perguntou, desafiadora.
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Não, exceto de ter uma irmã chata. – John respondeu, sarcástico como sempre.
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Cala a boca, John. – Paul disse.
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A mocinha querendo me mandar calar a boca? Me poupe. – John continuou
agressivo.
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John, faz o seguinte: vá ver Jules e Cynthia. Deixa a Molly e o seu filho
comigo. – Paul sugeriu.
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Ótima ideia! – Molly concordou.
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Argh, tchau! – John disse, indo em direção à sua casa com passos pesados.
Em quanto isso, na casa dos
Heartfilia, ocorria uma discussão entre o casal e a tia dos jovens Lennon.
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Você não deveria ter deixado Molly ir até a casa de John! – Mimi exclamou.
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Você não deveria ter abandonado Molly! – Robert brigou.
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Eu não agüentaria cuidar de dois rebeldes! – Mimi defendeu-se.
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Então deu para um pobre casal que sonhava com uma filha! Muito bonito! –
Eleanor completou.
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Vocês pareciam estar de acordo! – Mimi reclamou.
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Estávamos, até ela engravidar do próprio irmão! – Robert disse, chocado.
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O que faremos com essa criança? – Mimi perguntou.
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Eu tive uma ideia sobre a criança. – Paul dizia, fora da casa.
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Qual é? – Molly perguntou.
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Se deixar que John seja o pai dela perante à Lei, essa criança nunca vai ter
amor paterno. – Paul dizia.
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Aonde você quer chegar com isso, Paulie? – Molly perguntou, curiosa.
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Eu quero que você me deixe colocar o meu sobrenome nessa criança. – Ele disse,
decidido.
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