Capítulo 5
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Sim, irmãos. Por que tanto espanto? São iguaiszinhos! Gêmeos, claro. – Mimi disse,
tranquila.
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Nem somos tão parecidos assim! – Molly exclamou, observando Lennon.
Acontece que eles eram idênticos,
realmente. Na aparência e no jeito de ser.
O problema era que eles haviam transado e, Molly estava com mais um Lennon
em seu ventre.
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Então, filha, não está feliz por ter descoberto sobre sua família? – Eleanor perguntou.
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Não. – Molly disse, assustada.
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Como não? – Robert perguntou, estressado.
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Porque, bem, é complicado. – Molly omitiu.
Lennon parecia perturbado, as orbes de
seus olhos percorriam por toda a sala. Notava-se que tudo que ele queria era
sair correndo, como um garotinho.
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Bom, sua mãe, era da vida. Não podia criar nem você, nem John. Então, eu peguei
John para criar e deixei que Eleanor e Robert cuidassem de você. Eu tinha
confiança nos dois, era um casal que sonhava com uma menininha, mas não podiam
ter filhos. Você era perfeita para eles. Então, em sua certidão, está escrito “Molly
Lennon”. – Mimi explicou.
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Só Molly Lennon? Não tenho um outro nome? – Molly perguntou.
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Não, querida. Sempre quis uma filha chamada Molly e não achei um outro nome que
completasse. – Eleanor disse.
- Inveje-me, sou John WINSTON Lennon. – John disse, enfatizando o “Winston”.
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Que legal, você. – Molly disse, irônica
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Já vi que se darão bem como irmãos... – Eleanor disse, com receio de perder a
filha.
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Eu acho que não. – Molly disse.
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Por que não, querida? – Mimi perguntou.
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É que, bem, eu e John...
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Não nos conhecemos muito bem, mas, creio que seremos irmãos beeeeem típicos! –
John cortou as palavras de Molly, arqueando o braço sobre os ombros da irmã,
com um sorriso falso nos lábios.
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Que ótimo! – Mimi exclamou, sorrindo.
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Ótimo nada! – Molly disse, se livrando de John – É fácil fingir que está tudo
bem sem estar!
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Do que está falando, filha? Não queria conhecer seus parentes? – Eleanor perguntou,
confusa.
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Sim, até descobrir que o meu irmão é o pai do filho que eu estou esperando. –
Molly disse, revoltada.
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P-pai?! – John gaguejou.
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Meu Deus! Pai?! Molly, você... – Robert interrompeu suas palavras, com ódio.
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Minha filha, eu não acredito que...
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Essa menina é uma vadia! Desculpe-me o termo, Eleanor. – Mimi cortou, sendo grossa.
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Não dirija-se com essas palavras à minha filha, Mimi! – Robert exclamou,
raivoso.
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É fácil também dizer que a Molly é isso, que a Molly é aquilo. Difícil mesmo é
notar que essa criança não apareceu sozinha no meu ventre! – Molly defendeu-se.
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São dois irresponsáveis e ponto! – Mimi disse, furiosa.
John Lennon estava parado no meio da
sala, boquiaberto e com os olhos extremamente arregalados. Ele parecia uma
estátua assustada.
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John Winston Lennon! Não adianta ficar com essa cara! Você é casado e tem um
filho! Que irresponsabilidade, menino! Você só me traz desgosto! – Mimi disse,
dando um tapa na face de John, que continuou imóvel.
Molly aproveitou que todos estavam
em choque para sair dali às escondidas, para se encontrar com Paul e tentar
melhorar o seu dia com os conselhos de seu amigo. Embora ela não contasse que
John tivesse a mesma ideia.
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Bela tática de fugir de lá. Estou começando a acreditar que é Lennon de
verdade. – John disse, rindo sarcasticamente.
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Cala a boca, Lennon miserável! – Molly exclamou, raivosa.
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Escuta, eu tenho uma proposta pra você. – Lennon disse, sério.
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Qual é? – Molly perguntou.
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Nem eu nem você queremos essa criança. Então, pra que deixá-la nascer? Será
pior, ela será negada e renegada e renegada mais uma vez pelos pais, avós e
tios. O melhor, é abortar. O que me diz? – Lennon sugeriu.
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