Capítulo 3
John
Lennon estava realmente balançado com a garota, mas não entendia o motivo. É
claro que ele não se apaixonaria por uma garota de imediato, isso era coisa do
Paul. Ele era um homem resolvido, da vida, não queria nada sério com ninguém e
isso valia pra Molly também, embora ele quisesse ver a jovem novamente para
terminar o que começaram. E ele queria
tanto, que ficou o dia todo esperando por ela.
Já Molly, sentia-se no céu, literalmente. Ela o considerava seu primeiro namorado e, bem, com 25 anos, isso era bem constrangedor. Contou as horas até chegar o dia seguinte, para poder ir ver John novamente. E assim fez.
Já Molly, sentia-se no céu, literalmente. Ela o considerava seu primeiro namorado e, bem, com 25 anos, isso era bem constrangedor. Contou as horas até chegar o dia seguinte, para poder ir ver John novamente. E assim fez.
-
Já vou, já vou! – Ouvia-se a voz de Lennon de dentro da casa.
-
Sem pressa, hahaha. – Molly gritou de volta.
Em questões de segundos, Lennon
abriu a porta, envolvendo seus braços na cintura de Molly, a puxando para
dentro de sua casa, aos beijos. Ela se sentia confortável com ele, e ele com
ela. Embora não se conhecessem, os dois tinham uma espécie de confiança inabalável. Ele
foi a empurrando para seu quarto, onde tinha uma grande cama de casal, e lá
deitou Molly.
-
Não acha que é cedo demais pra isso, Lennon? – Ela perguntou, insegura.
-
Não é não! Quantos anos você tem? 12?! – Ele disse, sarcástico.
-
Não, 15. – Ela disse, parecendo ser sério.
-
Verdade? – Ele perguntou, assustado, recuando.
-
Não, claro que não. Eu tenho lá cara de ter 15 anos?! – Ela desmentiu, rindo.
-
Não, não tem mesmo! Hahaha. – Ele riu, aliviado.
Molly acabou entregando-se ao rapaz,
que tinha na face um sorriso que praticamente dizia “Missão Cumprida”. Os
dois permaneceram na cama, apenas cobertos por um lençol. As roupas estavam
espalhadas pelo quarto, o que desanimava ambos os preguiçosos a se vestirem
novamente.
-
“Toc, toc”, estou entrando. – Ouvia-se a voz de um rapaz, seguida de dois
toques na porta.
-
Sai fora, Paul! – John gritou, embora não tenha sido em tempo suficiente.
Paul entrou no quarto e arregalou os
olhos.
-
Eu disse pra não entrar! – John exclamou, irritado.
-
Depois que eu já tinha entrado, obrigado, John. – Paul disse, encabulado.
-
Ai, meu Deus, é melhor eu ir, John. – Molly disse, enrolada no lençol,
levantou-se pegando suas roupas.
-
Não se incomode, eu posso ir embora. – Paul disse, nervoso.
-
Não, eu to indo. – Molly disse.
Inesperadamente, acabou enrolando
seus pés no lençol e caindo nos braços de Paul.
-
Opa! – Disse Paul, assustado.
-
Desculpe, eu...
-
Não faz mal. – Paul cortou a jovem, com um sorriso na face.
Ficaram mais alguns segundos se
olhando, com um sorriso bobo na face.
-
Vamos parar com a cena romântica agora? – John disse, sarcástico.
-
Você não parece se importar. – Molly testou.
-
Não me importo. – John disse, rindo.
-
Ihhhh... – Paul disse, com medo da reação de Molly.
-
Como não?! – Molly perguntou.
-
Molly, você foi uma distração e só. – John disse, normalmente.
-
Só?! – Perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.
-
É... você sabia que seria assim, sou um Beatle. – John continuou, com um
sorrisinho.
Molly respirou fundo e saiu do
quarto chorando. Se trancou no banheiro para colocar suas roupas. Ao sair, deu
de cara com Paul.
-
Eu sinto muito por John. Sabe, ele é meio...
-
Idiota? Insensível? Machista? Eu já notei! – Molly cortou.
-
Calma. – Paul disse, segurando a garota.
-
Eu não quero ficar mais nenhum segundo dentro dessa casa. – Molly disse,
soltando-se e correndo até a porta.
Paul foi atrás, segurando na mão de
Molly.
-
Por favor, me diz pelo menos seu nome. – Paul insistiu.
-
Pra quê? Você deve ser um “Beatle” também e só quer que eu te distraia. – Molly
disse, se livrando da mão de Paul.
-
Não, quer dizer, sim e não. – Paul disse, embolando-se.
-
Hãn? Ah, deixa! Eu...
-
Ei, eu sou um Beatle, mas não sou como John. Acredite em mim, por favor. – Paul
cortou, insistindo.
-
Sou Molly. Molly Heartfilia. – Ela disse, finalmente.
-
Heartfilia? – Paul perguntou, com uma das sobrancelhas arqueada.
-
Algum problema com meu nome? – Molly perguntou.
-
Nada, é artístico? – Paul continuou perguntando.
-
Não, é meu nome mesmo. – Ela disse, confusa.
-
Sério? Na sua certidão de nascimento está Heartfilia? – Perguntou.
-
Claro. Bom, eu nunca a vi, mas provavelmente. – Ela continuou.
-
Nunca viu? – Perguntou, confuso.
-
Não, meus pais não me deixam ver. – Molly respondeu.
-
Por quê? – Paul continuou.
-
Ah, sou adotada, então eles não gostam que eu veja minha certidão... Ah!
-
O quê foi? – Paul perguntou, assustado.
-
Talvez seja essa a resposta! – Disse-lhe.
-
Que resposta? Dá pra responder mais claramente? – Paul perguntou.
-
Estou à procura de meus pais verdadeiros e, talvez, a resposta esteja na minha
certidão de nascimento! – Molly exclamou, sorrindo.
-
É, eu acho que sim. – Paul riu.
-
Bom, então eu vou lá ver isso agora mesmo! – Molly disse, já correndo em
direção à sua casa.
-
Molly, eu vou te ver de novo? – Paul gritou, e pôde ouvir um “sim” de longe.
Assim que chegou em casa, Molly já
veio interrogando seus pais.
-
Cadê minha certidão de nascimento? Onde está? Quero vê-la agora!
-
Que isso, Molly? Está louca? – Eleanor perguntou, nervosa.
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