O rapaz na porta era
John Lennon e ele não parava de encarar Molly.
- Oi? – Molly perguntou.
- Quer entrar? Será um prazer. – Lennon disse, abrindo espaço para Molly
entrar.
- Eu não acho muito conveniente. – Molly recuou.
- Ah, por favor, eu não vou fazer nada demais com você, a menos que
queira. Hahaha! – Lennon disse, sarcástico.
- Olha, é melhor eu ir, então. – Molly disse, já dando às costas.
- Ou, ou, ou. Veio até aqui, me fez te atender e vai embora? – Lennon parecia
estressado.
- É, exatamente. Eu vim com um propósito que você, pelo visto, não vai
me dar. – Disse, tranquilamente e sarcástica.
- É, claro que veio com um propósito. Eu posso te dar sim. – Lennon disse,
piscando.
- Não, não pode. Não sabe o que é, então fica aí. – Molly disse
agressiva, caminhando mais rapidamente até a calçada.
Quando a jovem deu uma
leve olhada pra trás, deparou com a imagem do rapaz atrás dela, sério.
- Ai, meu Deus! Que susto! – Ela reclamou.
- Que foi? Você ta procurando o Paul? O George? Ou o Ringo? Nossa, o
Ringo só se você for muito cabeçudinha... o nariz dele acaba com você. – Lennon
perguntou, ironizando.
- Rin... o quê? Paul? George? Quem são esses? – Perguntou, assustada.
Mais
assustador ainda foi a reação do rapaz, que ficou observando-a como se a jovem
fosse de outro planeta.
- O que foi? Não vai me responder? – Perguntou, curiosa e assustada.
- Em que mundo que você vive? – Lennon perguntou, chegando bem perto da
face da jovem, para examinar melhor.
- Marte. E você? – Respondeu, irônica.
- Marte? Que pena, eu errei! Achei que fosse Saturno. – Lennon ironizou também.
- Saturno? Por quê? – Perguntou.
- Vendo seus dedos... – Lennon segurou a mão da jovem, brincando com seus
dedos que tinha um anel em cada um. – São os anéis... de Saturno, sabe?
Molly ficou realmente
bem constrangida com isso, ela gostava de usar muitos anéis e, aquilo pareceu
ser uma cantada barata que, talvez, tivesse causado algum impacto na garota.
- Qual seu nome? – Lennon perguntou, fitando seus olhos.
- Molly... Molly Heartfilia. – Respondeu, nervosa.
- Eu sou John Lennon. – Ele disse, sorrindo.
- John Lennon? Acho que já ouvi esse nome em algum lugar... – Ela disse,
pensativa.
- Claro que sim, eu sou um Beatle! – Ele exclamou, como se isso fosse a
coisa mais óbvia do mundo.
- Beatle? Que isso? – Ela perguntou.
- Beatles, Beatles! A maior banda de todos os tempos! – Ele exclamava,
estressado.
- Ok, vamos fingir que eu conheço. – Ela disse.
- Não conhece? Estou desconfiando que você é de Marte mesmo. – Ele
disse, com uma das sobrancelhas arqueada.
- Talvez. – Ela riu.
Com um papo barato,
acabou levando Molly pra sua casa. Ela não era como as outras doces
Beatlemaníacas que fariam de tudo por um beijinho. Ela não ligava pra fama dele
e não era doce também. Era sarcástica/irônica e rebelde como ele, não usava os
vestidos que todas as garotas ingênuas da época usavam. Somente os tubinhos e
alguns com faixas na cintura.
- Engraçado, é como se estivéssemos conectados. – John disse, rindo.
- Você também notou isso? – Ela perguntou.
- Sim, mas não sei explicar. – John disse, confuso.
- Eu também não. – Concordou.
- Eu acho que nunca senti nada assim antes, nem com Cynthia. – Lennon continuou.
- O que está querendo dizer com isso, Lennon? – Molly perguntou,
desconfiada.
- Eu quero dizer que você é diferente. – Ele continuou.
- Devo considerar isso um elogio? – Ela perguntou.
- Considere o que você quiser. – Ele disse.
Lennon se aproximou de
Molly, arqueando seu braço direito sobre o ombro da jovem que estava sentada no
sofá, assim como ele. Deslizou sua mão na face da jovem, aproximando seus
lábios aos dela, assim, roubando o primeiro beijo da jovem que, parecia tão
avançada no tempo, mas nunca havia tido nenhum relacionamento por seu gênio
complicado.
- John, eu não sei, não. – Molly disse, tentando recuar.
- Não esquenta, deixa só comigo. - Sussurrou, já roubando outro beijo.
Não demorou muito para
John trocar os beijos suaves pelos quentes interrompidos por algumas mordidas
nos lábios. Ela acabou conseguindo escapar, correndo até a porta, apressada.
- Ei! O que você ta fazendo?! – Ele perguntou, confuso.
- Eu volto, John. – Ela deu um sorrisinho de canto de boca, seguido de
uma piscadela.
0 comentários:
Postar um comentário