A day in the life - Capítulo 1


Capítulo 1

            Molly Heartfilia, era o nome que carregou consigo por toda a vida. Tinha 25 anos e sonhos revolucionários. Era adotada por um casal generoso de Londres, que agora, em meados de 1965, estavam acima da idade. Eram os únicos que sabiam sobre o passado da jovem sonhadora, mas nunca diziam nada, o que a perturbava. Tudo que ela queria era saber quem eram seus pais, tios, avós e irmãos, caso tivesse. 
Num certo dia, Molly arrumou uma mochila e colocou todos os seus pertences na mesma e foi para Liverpool, sua cidade natal, sem dizer nada à seus pais, que quase morriam de preocupação. Bateu na porta de quase todos os moradores da cidade, perguntando sobre pessoas que pudessem ser parecidos com ela, mas todos negaram, confusos. Até que, foi até uma casa bem arrumadinha, mas notou que o portãozinho estava gasto, de maneira que só batidas fortes iriam causar tanto estrago.

-Olá? - Uma mulher comportada abriu a porta, com um sorriso na face.

- Olá! Meu nome é Molly Heartfilia e...

- Não tem nada aqui para você! - Ela a cortou, fechando a porta raivosamente.

Aquilo deixou a jovem desconfiada, mas acabou sendo a "passagem" de volta para Londres. Chegando em casa, ela abriu a porta e deparou com seus pais no sofá.

- E se ela foi para Liverpool? E se ela encontrar Mimi? Ela ficará muito desconfiada! - Eleanor, mãe de Molly, dizia preocupada.

- Verdade! Imagina só! Ela é a cara do rapaz! Mimi vai... 

- Quem é Mimi? Quem é esse rapaz? - Molly cortou as palavras do pai, deixando-os assustados.

- Minha filha, por onde estava?! - Eleanor levantou do sofá, correndo até a jovem, que não parecia se importar com a preocupação dos pais.

- Não mudem o assunto, quero saber já quem são esses! – Insistiu.

- Você não tem que saber de nada, Molly. Já para o seu quarto! – Eleanor se estressou.

- Como nada?! É a minha vida que está em jogo! – A jovem não se aquietou.

- Não me lembro de ter te criado tão mal educada! – Eleanor prosseguiu.

- Não criou, querida. Isso é mal de família! – Robert exclamou.

- Não pode ser, meu Deus! Essa menina era tão boa! – Eleanor dizia, com as mãos na testa.

- Posso voltar a ser a menina de antes, se me disserem que são meus pais. – Molly disse, cruzando os braços.

- Nós somos seus pais! – Robert disse, irritado.

- Adotivos? Eu sei disso, mas eu quero saber do reais. – A jovem continuou.

- Pais reais são aqueles que criam! – Eleanor exclamou.

- Então ta, vai ser assim? Então eu vou pro meu quarto, até vocês se acalmarem. Depois, eu quero a resposta. – Molly disse, correndo para o quarto.

            Eleanor e Robert se olhavam desesperados, porque sabiam que, alguma hora, teriam de contar sobre a família de Molly.

- Filha, eu só vou te dizer uma coisa, já que é tão importante pra você. – Eleanor disse, sentando-se na cama de Molly.

- Se for útil pra minha busca, está bem-vinda. – Molly disse, arrogante.

- Está vendo esse gênio? É de sua família! – Eleanor disse, irritada.

- Não está ajudando, Eleanor.  – Molly prosseguiu na arrogância.

- Então você quer mesmo ir atrás de seus parentes?! – Eleanor perguntou.

- É tudo que eu mais quero nessa vida, mãe. – Molly finalmente foi simpática.

- Então o procure em uma das maiores mansões de Londres. – Eleanor disse, saindo do quarto.

“Maiores mansões de Londres?”, era o único pensamento que passava pela cabeça de Molly, que, ansiava para encontrar seus parentes.
No dia seguinte, não perdeu tempo, após o almoço, colocou um vestidinho com botões atrás, interrompidos por uma faixa. Ele era curto, deixando parte de suas belas pernas à mostra. Deixou seus cabelos soltos, que vinham até abaixo dos ombros, colocou um óculos escuro de armação redonda que, parte estava escondida pela franja da jovem e, claro, foi atrás das maiores mansões de Londres.
Começou pela primeira da esquina, era realmente a maior. Entrou pelo jardim da frente, temendo o que encontraria e, insegura, tocou a campainha.
Foi atendida por um rapaz pouco centímetros mais alto que ela, que logo recostou-se sobre a parede, observando-a dos pés à cabeça com um sorriso torto e malicioso.

- Já vi que hoje é um bom dia! – Disse, parecendo devorá-la com os olhos.

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