
Day #5
- Eu
sou o garotão com o bilau grandão! Vem cá, vem cá, que eu sou sinis… Ah, oi
Paul. – Ringo riu sem graça ao ver Paul na porta de seu quarto. – Estava aí há
muito tempo?
- Sim,
até aprendi a letra. Estava pensando em lançar no nosso próximo álbum. – ironizou
Paul e os dois riram.
- Está
tão irônico, Lennon te mordeu?
- Não,
é apenas a convivência. – deu de ombros. – Por falar em convivência, acho que
nem se um terremoto acontecer o George sairá do quarto.
-
Eita, a coisa tá boa. – riu Ringo. – Ele está com a Giovanna, não?
- Sim…
o mais perturbador é passar naquele corredor e ser obrigado a escutar tudo
aquilo. – Paul fez uma careta. – Sabe alguma coisa de John e Lucy?
- Não,
por quê? – Ringo franziu o cenho, interessado.
- Hoje
John não saiu do quarto, Lucy depois do almoço ficou o tempo todo na piscina ou
lendo em uma das espreguiçadeiras.
- Você
virou um observador dos hábitos da espécie humana? Ou é só xereta mesmo?
- Sou
xereta. – Paul deu um sorriso forçado. – Eu acho que tem alguma coisa estranha
acontecendo dentro de John. Alguma coisa relacionada a Lucy mexe com os
sentimentos dele.
-
Interessante… - Ringo murmurou procurando alguma coisa na gaveta. – Suponho que
os dois tenham brigado. Ou simplesmente não estão a fim de se falarem, eles não
precisam estar grudados.
Paul
parou para pensar por alguns segundos. Ringo bem que poderia estar certo, mas
John estava tão compenetrado em atingir seu objetivo de dormir com Lucy que
esse comportamento de “cada um em seu canto” não fazia sentido. A não ser que
ele tivesse desistido.
-
Paul, eu vou tomar um banho. – disse Ringo interrompendo a linha de raciocínio
de McCartney. – Que tal você ir falar com ele? Vocês são melhores amigos,
lembra?
- Você
tem razão. – Paul se dirigiu a porta do quarto. – Valeu garotão do nariz
grandão.
- Meu bilau! – Ringo gritou dentro do
quarto.
Paul
se dirigiu até o quarto de Lennon e bateu algumas vezes. John estava deitado na
cama lendo uma revista e fazendo bigodes em Julie que tinha algumas de suas
fotos em uma matéria sobre moda. Quando ele ouviu as batidas na porta pensou
imediatamente que era Lucy e sua pressa fez com que ele chutasse a cabeceira da
cama.
Seu
dedinho foi ao céu e voltou.
- Ah,
é vc! – John disse se controlando. – Oi.
-
Cruzes, está tudo bem? – Paul estranhou. – Você quer ir ao banheiro?
-
Estou ótimo. Quer entrar? – John perguntou ainda com expressão de dor.
- Que
tal depois que você der sua barrigada? Aí você pode ir no meu quarto e…
-
Argh! Cala a boca e entra logo! – John puxou o amigo.
- Você
pode pelo menos deixar a janela aberta? – choramingou Paul sentando-se na cama
com um bico.
- Eu
não estou com dor de barriga. – John sentou-se ao lado de McCartney, começando
a massagear os dedinhos dos pés. – Eu chutei a cabeceira.
-
Desde quando você é desastrado? – Paul riu da cara de John.
-
Desde quando virei um homem ansioso. – ele respondeu emburrado.
- E o
que está te deixando ansioso?
- Eu
achei que na porta pudesse ser Lucy. – John suspirou. – Eu obviamente não vou
dar o braço a torcer.
- Hã?
– Paul franziu o cenho. – Vocês brigaram?
- Sim.
– John escondeu o rosto entre as mãos. – Acredita que ela é virgem?
- Isso
é normal, John. Ela deve ter uns dezoito anos. – Paul deu de ombros. – Ela não
quer perder a virgindade com você? É isso?
- Sim!
– Lennon cruzou os braços como uma criança. – Que garota não quer um Beatle?
- Essa
eu sei! Essa eu sei! – Paul levantou a mão. – É a Lucy!
- Vá
para o inferno! – John tacou um travesseiro no amigo. – O que você veio fazer
aqui?
-
Saber sobre você e Lucy.
-
Virou voyeur? – olhou desconfiado para Paul.
- Não,
estou querendo apenas ajudar esse romance. – Paul apoiou o rosto nas mãos.
-
Viado. – murmurou John.
-
Romântico. – revidou Paul.
-
Viado romântico então. – sorriu forçadamente. – E isso não se trata de um
romance, sou eu apenas sendo um… um… um cafajeste? – John pareceu pensar.
-
Provavelmente. – riu McCartney. – Mas estou a fim de te ajudar.
- Por
que…?
- Eu
acho que Lucy pode mudar você. Talvez você seja o único a não perceber. – Paul
deu um sorriso sincero e John revirou os olhos, achando aquela conversa muito
adolescente vivendo sua primeira paixão. John já tinha sua paixão, Lucy era
apenas uma aventura.
Paul
saiu do quarto do amigo, pegou o elevador e foi até o quarto de sua aventureira
Julie. Ela estava deitada na cama zapeando pelos canais de tevê e abriu um
sorriso ao ver Paul.
- Com
vontade de relembrar nossa noite de ontem? – Julie sorriu sugestiva.
-
Também. – ele sentou-se ao lado dela que levantou curiosa. – Eu queria te pedir
um favor.
-
Diga. – ela fez um gesto com as mãos para que ele prosseguisse.
- John
está… - ele respirou fundo, pronto para mentir. – muito apaixonado pela Lucy.
Mas os dois brigaram e eu gostaria que você como mulher conversasse com ela.
- Virou
cupido agora? – ela riu.
Paul
revirou os olhos. Meu Deus, nunca foi tão difícil juntar um casal sem ser alvo
de tanto preconceito: xereta, voyeur e agora cupido. Isso era implicância.
- Vai
me ajudar? – ele resmungou.
- Você
fica fofo assim, parece uma criança. – ela pegou o rosto dele entre as mãos e
deu um beijo. – Vou sim, espere apenas eu tomar um banho. Aliás…
-
Aliás…? – ele passou a mão pelo rosto dela.
- Que
tal você me acompanhar nesse banho?
-
Ótima ideia.
Paul
surpreendeu Julie a pegando no colo e ela gargalhou dando milhões de beijos em
seu rosto. Paul achava Julie adorável, sentia-se tão maduro ao lado dela. Era
como se ela fosse perfeita para ele, como se estar com ela o tornasse melhor.
Ele apenas não tinha certeza se sentiria isso para sempre e muito menos se ela
sentia o mesmo. E isso apagava quaisquer chances de eles alimentarem esse
romance após essa semana de folga.
Paul a
colocou no chão e começou a retirar sua blusa olhando fixamente nos olhos de
Julie que sorria provocantemente. Ela apenas retirou seu robe, deixando-o cair
até seus pés e revelando sua nudez.
-
Surpresinha boa essa. – ele terminou de se despir e entrou no chuveiro junto
com ela.
-
Tenho preguiça de por roupas para você retirar. – ela disse pegando sua esponja
e sabonete.
-
Deixe-me fazer isso, dona preguiçosa. – ele pegou a esponja das mãos dela e
começou a passar delicadamente pelo colo dela, até passar pelos seus seios.
Ela
mordeu os lábios o olhando por cima dos cílios. Golpe baixo! – ele pensou. Largou a esponja de lado e prensou seu
corpo sobre o dela na parede fria, constratando com o vapor e a água quente,
causando calafrios na modelo. Ele rapidamente tomou a boca dela num beijo
sôfrego que foi correspondido com a mesma ânsia. As mãos dele eram macias, mas
davam apertos firmes, passando pelas coxas dela até seus seios fartos.
- Você
é toda perfeita. – ele murmurou enquanto traçava um caminho de mordidas e
chupões até os seios dela.
Julie
puxou fortemente os cabelos dele enquanto ele se deliciava mordendo, lambendo e
sugando os seios dela somo se fossem as coisas mais saborosas que ele já havia
provado. Paul subiu uma das pernas dela, encaixando-se no seu interior. Ambos
gemeram de prazer.
- Você
é um ninfomaníaco. – ele disse com a respiração entrecortada enquanto ele
estocava num ritmo rápido.
- Você
também. – ele respondeu soltando uma risada rouca logo a beijando novamente.
Ele a
ajudou a enlaçar suas pernas no quadril dele e ela se apoiou em nos ombros dele
para ajudar nos movimentos. Os dois se encararam sentindo o prazer cada vez
mais perto. Nada importava para eles naquele momento. Julie estava extasiada e
suas costas batendo na parede pouco lhe importava, sua atenção estava voltada
para os movimentos que seus corpos faziam. Era como se eles fossem feitos um
para o outro.
- Eu…
eu acho que… - ela balbuciou e depois fechou os olhos mordendo os lábios
fortemente. Ela chegou ao ápice do momento, desfalecendo nos braços dele que
não demorou muito para chegar ao orgasmo também.
- Acha
o que? – ele perguntou após descê-la de seu colo. Ele não queria admitir, mas
estava ansiando por um “eu te amo” ou um “estou apaixonada por você”.
- Acho
que vou sentir falta disso depois que você for embora. – ela respondeu fugindo
do olhar interrogativo dele. Desse modo ela não foi capaz de captar a decepção momentânea
que se passou pelas feições dele.
Após o
banho, os dois trocaram mais carinhos na cama até ela decidir ir conversar com
Lucy. Afinal de contas, Paul acabou deixando-a curiosa para entender o que se
passava no romance dos dois.
- Hey!
– Lucy sorriu.
- Estava
a fim de jogar conversa fora, mas minha amiga não se enjoa de Ringo! – elas riram.
Julie percebeu que Lucy tinha um livro nas mãos. – Não se cansa de ler nunca? –
ela entrou no quarto quando Lucy lhe deu passagem.
- Não
tive muito que fazer hoje. – ela deu de ombros e as duas sentaram-se na cama.
- Mas
e John? – Julie perguntou confusa.
- Acho
que acabou. – Lucy soltou um muxoxo.
- Quer
desabafar? – Julie deu um sorriso reconfortante e Lucy respirou fundo, pronta
para jogar pra fora tudo o que sentia.
- É
que John está acostumado com essas garotas com que ele consegue obter sexo
fácil e bem… - Lucy ruborizou. – Eu sou virgem.
- Oh…
- Julie quis matar Paul. O problema todo era que Lucy não queria ceder à cama
de John e ele com todo aquele papo de romance. – Homens são assim mesmo.
- Eu
sei disso, mas eu esperava compreensão da parte dele. Mas são tantas coisas na
minha cabeça que eu não sei mais o que fazer, o que pensar! – Lucy parecia
querer chorar e Julie lhe abraçou fortemente.
- Você
se sente preparada? – Julie perguntou segurando as mãos de Lucy.
- Sim
e não. – as duas riram. – Eu gostaria muito de que fosse com John porque é algo
importante pra mim, afinal ele é… ele é John Lennon e eu sou apaixonada por
ele, pelas suas músicas, por tudo. Assim como um monte de garotas.
-
Mas…? – Julie olhou interrogativamente para a jovem.
- Mas
eu sei que não é importante pra ele como é pra mim. – ela suspirou e Julie
pensou no que concluir.
- Eu
acho que você poderia tentar, ele não pode te obrigar a ir além do que você
desejar. Além do mais quando nós teremos a oportunidade de estar novamente com
o quarteto mais amado do mundo?
Essa última
frase ficou piscando como luzes de neon na mente de Lucy desde que Julie
deixara seu quarto. Quando McCartney quis saber sobre o que elas conversaram,
Julie fez pose firme dizendo que era assunto de mulher, levemente irritada com
a atitude dele de usá-la em favor dos caprichos de Lennon.
As
horas foram se passando e quando Lucy olhou no relógio em sua parede faltavam
dez minutos para dar meia noite. Faltava pouco para mais um dia ser desperdiçado
longe de Lennon. Então ela decidiu que devia agir como uma mulher madura e
enfrentar seus medos. Rapidamente vestiu um robe sobre sua camisola e saiu do
quarto respirando fundo várias vezes antes de bater na porta do quarto de John.
Ele
resmungou sozinho olhando no relógio e vendo que faltava dois minutos para meia
noite, logo pensando na infeliz pessoa que resolveu interromper seu sono tão
difícil de ser obtido. Ele não tirava Lucy de sua cabeça e isso estava deixando
ele maluco.
Preguiçosamente
ele levantou e decidiu atender as batidas insistentes em sua porta, arregalando
os olhos ao ver quem estava do outro lado.
-
Lucy? – ele parecia confuso.
-
Posso entrar? – ela pediu e nesse momento o relógio marcou meia noite.
Era um
novo dia.
---
Nota da autora: Como vocês sabem, eu faço um capítulo por um dia vivido deles e depois da meia noite é outro dia u-u APOKSAPOKSAPO enfim, desculpa qualquer erro mas não pude dar uma segunda olhada na ortografia. Desculpas também pelo capítulo pequeno e pouco engraçado, mas garanto que o próximo estará melhor kkk comentem, me façam feliz u-u
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