8 Days a Week - Capítulo 4


Day #4


- Hm… Lucy. – John sorriu com a voz sonolenta e beijou os fios de cabelo da moça. – Eu adoro abraçar você.

- Você não está me abraçando. – a garota disse e John rapidamente abriu os olhos dando de cara com George dormindo.

- Meu Deus! – ele gritou e George abriu os olhos.

- John?! – George gritou e os dois se sentaram assustados, causando risos histéricos em Lucy.

- Como você pode rir disso? – John perguntou chateado, porém vendo humor na situação.

- Eu transei com você? – George perguntou enojado.

- Claro que não, idiota. – John respondeu rispidamente.

- Lucy? – George viu a garota por trás do corpo de Lennon. – Espera, fizemos um ménage?

- Não!  - dessa vez Lucy quem respondeu.

Batidas na porta interrompeu o diálogo dos três.

- Lucy, você já está acordada? – era Ringo.

- Estou fodido. – John murmurou.

- Essa é a voz de John? – Ringo parecia irritado. – Lucy abra já essa porta!

- Eu acho que tá aberta! – George gritou e o casal olhou pra ele irritado. – O que?

- O que é isso Lucy?! – Ringo invadiu o quarto. – Logo os dois? Você dormiu com os dois de uma vez?

- Claro que não Richard, nós não fizemos nada demais! – ela exclamou levantando-se.

- Como vocês foram capazes de fazer isso comigo? O melhor amigo de vocês! – Ringo parecia ressentido. – E você Lucy, virou uma vagabunda agora? Dormindo com dois homens ao mesmo tempo?

- Calma Rin… - George se levantou para tentar explicar, mas caiu por causa de suas calças abertas. – É com você agora John, minhas atividades do dia se encerram aqui.

- Escuta Ringo. – John se levantou. – Não insulte Lucy sem nem ao menos saber o que aconteceu. Você acha que bêbados como nós estávamos ontem nós nos daríamos ao trabalho de nos vestir novamente?

Ringo ficou em silêncio e abaixou a cabeça, em seguida olhou para Lucy com um olhar de desculpas. John viu que os dois precisavam ficar a sós e saiu arrastando George no chão pelos braços.

- Desculpe, eu acho que estou pegando pesado nessas férias. – Ringo encostou a porta e Lucy sentou-se na cama.

- Você poderia parar por um dia pelo menos? – ela choramingou.

- Não está com raiva de mim? – ele perguntou inseguro sentando-se ao lado de sua prima.

- Estou, mas eu acho que entendo. Eu quero que saiba que eu não sou uma criancinha ou uma adolescente idiota. Eu sei onde estou me metendo. – ela reclamou.

- Será que sabe mesmo? – ele semicerrou os olhos. – Lucy, eu imagino que você e John, mesmo que não tenham se envolvido sexualmente, tenham se relacionado de alguma forma ontem à noite. – ele respirou fundo. – Você sabe que ele tem uma mulher e um filho, mas mesmo estando de folga faz pouco caso para estar com os dois e fica se divertindo com um monte de garotas as escondidas, sem ela nem ao menos desconfiar!

- Eu sei de tudo isso. – Lucy disse.

- E por que mesmo assim quer fazer parte disso? – Ringo parecia confuso.

- Talvez eu também queira só me divertir com John.

- E terminar grávida como Cynthia? – ele rebateu e ela revirou os olhos.

- Eu jamais me entregaria ao John! – ela se exaltou. – Eu apenas quero aproveitar a chance de estar me relacionando com John Lennon! Você tem noção do que é isso? – ela se levantou.

- Então é apenas por capricho? – Ringo deu uma risada sarcástica no final.

- Óbvio que sim.

John estava escutando a conversa atrás da porta. Ele não sabia o que se passava dentro dele, mas ouvir todas àquelas coisas mexeu com ele de um modo confuso.

- John!

- Que susto! – John sussurrou olhando Paul. – O que é McBabão?

- Tem remédio para dor de cabeça? – perguntou McCartney.

- Não. – John respondeu em um sussurro voltando a escutar a conversa.

- O que você está fazendo? – Paul perguntou curioso.

- O que parece que estou fazendo? – John perguntou sarcasticamente.

Paul revirou os olhos e colou o ouvido na porta para tentar descobrir sobre o que interessava tanto o Lennon.

- Então eu vou deixar você caminhar com suas próprias pernas, tome a decisão que quiser. – disse Ringo. – Não vou mais me meter entre você e John.

- Ah moleque! – silabou Paul e ele e John bateram as mãos.

- Eu agradeço. – Lucy usou um tom irônico.

- Então eu vou indo. – Ringo disse e John e Paul se olharam desesperados.

- E agora? – Paul segurou nos ombros de John desesperado.

- Seja homem! – deu um tapa em Paul e o puxou para dentro do primeiro quarto que viu.

- Misericórdia! – uma senhora colocou a mão no coração. – Sumam daqui, seus ladrões!

Os dois foram expulsos por uma enlouquecida senhora e sua bolsa de chumbo. Deram de cara com Ringo no corredor e abriram um sorriso forçado.

- Oi Ringo! Oi nariz do Ringo! – John acenou.

- Não vou nem perguntar. – o narigudo murmurou e entrou em seu quarto.

- Você me deve explicações! – Paul se virou para Lennon.

- E você desmunhecou de novo. – usou um tom irônico. – Vamos para meu quarto.

- Essa sua frase foi mais gay que eu. E de gay eu não tenho nada, pode perguntar para Julie. – Paul foi tagarelando pelo corredor até entrarem no quarto de John.

- Não quero saber sobre sua vida sexual, eu estou precisando de um… conselho. – John parecia sério o que assustou Paul.

- Me belisca!

- O que? – John ficou confuso.

- Anda, me belisca! – Paul pediu rindo e estendendo o braço.

- Serve um soco? – perguntou John ironicamente.

- Argh, você não sabe brincar. – Paul foi em direção à uma prateleira na parede onde tinham bebidas. – Whisky?

- Você não estava com dor de cabeça? – John deitou-se na cama.

- Sim, mas é da ressaca. Então nada melhor do que mais bebida. – os dois riram. – Mas ande, me conte o que está acontecendo.

- É sobre Lucy e as coisas que ela disse. – John respirou fundo, sentando-se na cama e encarando o melhor amigo. – Não que eu me importe, mas ele disse ao Ringo que está comigo apenas para se divertir e curtir o momento.

- Mas isso não é bom? É o que nós procuramos, amantes que não estejam dispostas a se apegar a nós. – riu Paul. Isso era fato, afinal enquanto Jane Asher viajava e eles estavam longe, ele nunca estava sozinho.

- Eu sei, eu sei. Mas eu uso, não sou usado. – ele frisou a última palavra.

- Meu caro amigo – Paul levou o copo a boca, tomando um gole da bebida. – isso é uma via de mão dupla. Somos usados enquanto usamos.

- Mas eu preferia não ter ciência disso! – ele resmungou e cruzou os braços.

Foi então que Lennon pensou nas coisas que Lucy disse a ele na noite anterior. Ela era apaixonada por ele como qualquer outra fã dos Beatles e aparentemente não passava disso. Porém ela não precisava ouvir dele que ela era apenas mais uma garota que ele estava usando. Isso doía e agora ele sentia um pouco dessa dor. Mas ele não queria se sentir magoado, ele tinha que estar por cima, mesmo que apenas ele tivesse ciência dele.

John precisava alimentar seu ego.

- Você pensando me assusta muito. – Paul interrompeu os pensamentos de John.

- Preciso transar com ela… - John murmurou. – Assim me sentirei vingado.

- O que? Vingando? E como assim ainda não transou com ela? Está perdendo a manha, garanhão? – dessa vez Paul fez uso do sarcasmo que John tanto adorava.

- Ela disse a Ringo que não se entregaria a mim e olha, é difícil conseguir alguma coisa dela. A garota parece uma freirinha. – ele ficou de pé e de costas para Paul. – Ela vai entender o que é usar alguém. E eu ensinarei isso, se ela acha que é madura para se envolver com um homem como eu, ela está enganada.

- Você sofre de sérios problemas de humor. – Paul encheu seu copo novamente. – Uma hora parece feliz, depois confuso, depois triste e agora maquiavélico.

- Eu acho que sempre fui assim. – John virou som um sorriso estranho. – Eu acho que nasci para magoar todos de quem eu gosto. Tia Mimi, Cyn, Jules, muitas vezes você…

- E agora Lucy? – Paul semicerrou os olhos. – Está querendo dizer que gosta de Lucy?

- Não seja ridículo. – John abriu a porta do quarto e olhou para trás. – Era óbvio que estava me referindo ao Ringo.

Depois daquela conversa tensa e pouco esclarecedora, John foi para seu quarto e ligou para sua esposa Cynthia, que estava em Londres cuidando de Julian que ainda tinha um ano de idade. Ambos perguntaram se as coisas estavam bem e John se sentiu feliz por conversar com Cyn. Ela era tão boa para ele, porque ele não podia ser excelente? Talvez ele sossegasse com a idade, afinal de contas, que rapaz de vinte e quatro anos era santo com milhares de mulheres lindas e dispostas a satisfazê-lo?

Após um banho, John pediu que o almoço fosse levado até o seu quarto e depois dormiu por toda à tarde, acordando apenas com batidas em sua porta.

- Ai, George, o que é? – John resmungou vendo o amigo com uma garota loira grudada em seu braço. – Oi Giovanna, por que não vai fazer sexo com meu amigo para ele me deixar em paz?

- Palavras afiadas, temos alguém estressado por aqui? – George perguntou levemente irritado. – Eu queria saber se você quer se reunir com a gente, vamos conversar ao ar livre numa das mesas perto da piscina. Você passou o dia todo trancado nesse quarto!

- Vou pensar. – disse batendo a porta na cara de George.

Lennon estava com a mente perturbada. Olhou em sua janela e viu onde estavam seus amigos e suas namoradas. Não viu Lucy ali o que o agradou. Talvez com todos longe o momento para ele atacar se tornasse perfeito. E com isso em mente ele saiu para bater no quarto da jovem que respondeu com um “estou indo”.

- John? – olhou surpresa enquanto terminava de por um brinco. – Finalmente acordou.

- Sim… - ele deu um sorriso a olhando de cima à baixo. – Perdi muito tempo naquele quarto dormindo. Estava pensando em me divertir agora.

- Você vai lá pra baixo de pijama? – ela riu.

- Por que não nos divertimos aqui em cima? Só nós dois? – ele perguntou entrando no quarto e segurando na cintura da jovem.

- Podemos fazer isso mais tarde. – ela passou a mão no peito dele até chegar em seu pescoço e acariciar os fios do cabelo dele.

Ele foi se aproximando até encostar seus lábios nos de Lucy que correspondeu ao beijo com satisfação. Ele foi empurrando o corpo da jovem até que ela caiu na cama e ele ficou por cima, sorrindo malicioso. Não deu tempo para ela protestar e foi logo a beijando novamente, com sua mão fazendo um trajeto perigoso por dentro do vestido dela.

- John… - ela quis protestar, mas soou mais como um gemido.

- Esse é meu nome. – ele disse enquanto beijava o pescoço dela.

- Eu sou virgem.

Ele travou.

- O que disse? – ele a olhou boquiaberto.

- Sou virgem, eu nunca… enfim, você entendeu. – eles se afastaram.

John ficou observando o rosto de Lucy corado e com as têmporas suadas. Sua respiração estava ofegante e seus seios pareciam loucos para saírem do decote. Lucy estava tão atraente, mas o mais fascinante é que essa não era a intenção dela. Ela estava assim sem querer, sem nem ao menos perceber. Seu rosto tinha traços de inocência que deixavam John maluco.

- Eu vou me arrumar e então descemos juntos. Você me espera? – John quebrou o silêncio caminhando até a porta.

- Tudo bem. – Lucy parecia confusa e surpresa com a atitude dele.

Enquanto John se arrumava e tomava um banho para se acalmar, Lucy se ajeitou pensando em como o fato dela ser virgem travou John. Será que ele desistiria de ficar com ela por esse motivo? Não ia querer tirar a virgindade dela e a dispensaria para transar com outra? Não que ela tivesse a intenção de ter como seu primeiro homem John Lennon, porém nunca parou para pensar que seu joguinho de “garota difícil” poderia fazer John jogá-la para escanteio e ir a procura de uma transa fácil.

- Lucy, em que mundo você se encontra? – John perguntou na porta. – Já te chamei três vezes.

- Estou meio distraída, desculpe. – ela riu e o acompanhou até onde seus amigos estavam.

- Aí eu aposto que o Ringo usa o nariz dele na hora do sexo! – disse George e todos riram.

- Ringo faz loucuras com todas as partes do corpo dele, seus invejosos. – Fernanda o abraçou pelo pescoço e lhe deu um beijo no rosto.

- E o nariz dele também faz? –perguntou John chegando de mãos dadas com Lucy.

- Demoraram… - Paul disse sugestivo.

- Se eu fosse o Ringo espirrava no John só pra ele aprender a não mexer com a prima dos amigos. – disse George causando risos em todos.

- Aí morre todo mundo, grande ideia George. – John sentou-se na mesa.

Eles ficaram ali conversando, tomando umas bebidas e rindo de uma piada ou outra.

- Acho que o nosso maior erro foi pedir para George ir buscar um lanche pra gente. – comentou Paul abraçado com Julie.

- Acho que ele está lanchando a Giovanna. – riu Ringo. - Já chega por hoje não é? Que tal irmos para os nossos quartos? – perguntou Ringo olhando Fernanda que sorriu.

- Ringo doido pra dar uma narigada! – John esfregou suas mãos.

- Vai nareba! Vai nareba! Vai nareba! – Paul gritou como um torcedor.

- Ridículos. – Ringo levantou e puxou Fernanda.

- Combina muito né? Ringo, seu nariz e a Fernanda Zucchatchin. – John disse enquanto todos se dirigiam para o interior do hotel.

- Seu recalque bate no meu nariz e volta, lembra-se? – o narigudo deu um sorriso irônico.

Enquanto todos iam para seus quartos, George voltava para a área da piscina encontrando o lugar vazio.

- Só porque eu trouxe frutas e champanhe. – ele choramingou.

- George, queridinho. – Giovanna o abraçou por trás. – Podemos nos divertir sozinhos com essas coisas, seria bem mais proveitoso. Não acha?

- Claro, sobra mais comida! – ele sorriu e ela olhou pra ele tediosamente. – Sinto que errei.

- Vamos para o quarto, vamos? – ela sorriu.

- Você ainda não me disse a sua idade… - ele comentou enquanto ela colocava uvas em sua boca.

- Isso te importa muito? – ela perguntou seriamente.

- Tem menos de dezesseis?

- Dezesseis anos e um mês conta? – ela deu um sorriso forçado.

Ele parou para pensar. Uma garota nova, provavelmente com pouca experiência de vida, zerada

- Claro que conta! – ele a abraçou de lado a arrastando para o quarto e ela riu. – Gi, a partir de hoje você é minha ninfetinha.

- Vamos comemorar então? – ela entrou no quarto serelepe segurando a garrafa de champanhe.

- Eu não trouxe taças. – ele disse colocando a bandeja de frutas em cima da cabeceira.

- Podemos beber na garrafa mesmo. – ela deu de ombros e ele pegou a garrafa de suas mãos com um sorriso sedutor.

- Tenho uma sugestão melhor. – ele sacudiu a garrafa para abri-la. A pressão foi tanta que a tampa ficou voando pelo quarto e passou de raspão em George que se agarrou em Giovanna, soltando um grito.

- Essa é sua sugestão? – ela riu e ele se recompôs.

- Estava pensando em beber champanhe em você, que tal? – ele voltou a sua postura galante.

- Me parece uma boa ideia. – ela correspondeu começando a desabotoar o seu vestido.

- Você já fez sexo alguma vez? – ele perguntou casualmente.

- Não, mas quero que você seja meu primeiro. – o vestido caiu em seus pés. Seus fios de cabelo loiros eram grandes e até a cintura. A visão de seu corpo apenas com uma lingerie branca tinha um ar angelical.

- Farei o meu melhor. – ele disse beijando o pescoço da jovem, descendo até seus seios.

- Tenho certeza que sim, George,

Enquanto um casal garantia sua noite, John tentava derrubar a muralhara de Lucy que parecia mais um super cinto de castidade. Estava difícil pra ele, mas ele estava disposto a cumprir seu objetivo. Ele dormiria com Lucy e a ridicularizaria ou ele não se chamava John Lennon.

- Será que dá pra ser? – ele perguntou irritado.

- John, hoje você não tem a desculpa de estar bêbado. – ela avisou.

- Você acha que eu sou um adolescente de quatorze anos que se contenta com mãos bobas? Eu necessito de mais, Lucy.

- Eu sei, mas eu não me sinto preparada ainda! – ela protestou. O clima tinha acabado ali.

- Não é você que diz que não é mais uma criança? Uma adolescente boba? Cadê a mulher aí dentro? – ele desafiou.

- Pra ser mulher eu preciso dormir com você? – ela perguntou irritada.

- Eu sou um homem! Eu quero sexo, não só carinho! O que tem demais em eu dormir com você? Você ainda será Lucy Palmer! – ele já estava praticamente gritando.

- Por que hoje quando eu disse que era virgem você parou? – ela semicerrou os olhos.

- Não parei por isso. – ele pareceu desconcertado. – Tínhamos pessoas nos esperando.

- Isso não faz diferença pra você?

- Deveria fazer? Ser virgem ou não faz diferença pra alguém desse mundo? Pelo visto só pra você. – ele riu.

- Tenho meus valores! – ela bateu no colchão.

- Então sabe o que você faz com seus valores? – ele perguntou levantando-se. – Enfie numa lancheira e volte para o jardim de infância.

E bateu a porta. Deixando Lucy chocada sem saber o que fazer, porém a sementinha do mal estava plantada em sua cabeça.

------

Notas finais: Espero que tenham gostado, não deixem de comentar ou dizer o que acharam lá no twitter: @djonlennon_ . O próximo capítulo terá menos momentos John + Lucy e teremos mais dedicação para Ringo e Paul kk 

VOLTE PARA A FANFIC

0 comentários:

Postar um comentário