Nota da autora: sei que demorou, enrolei, mas saiu. Aconteceu muito imprevistos nesses dias, mas espero que isso não tenha abalado a qualidade do capítulo. Espero que todos gostem e não deixem de comentar, viu? Ou então dê a opinião tweetando pra mim: @djonlennon_ ... Boa leitura!
Day #3
John olhou o relógio na parede do seu quarto e
viu que era quase hora do almoço. Desde a febre dos Beatles ele não dormia mais
de dez horas e ele sentia seu corpo tão descansado que lhe cansava. Levantou,
fez sua higiene matinal e com seus óculos escuros foi procurar seus amigos e
sua mais nova garota: Lucy Palmer. A linda e inocente prima de Ringo Starr.
- E aí George, bom dia. – Lennon deu dois
tapinhas no ombro de George que nem se moveu. – Tem alguém aí?
- Shhh! Estou tentando seduzir uma garota. –
John olhou para onde George fixava seu olhar e viu uma jovem de cabelos loiros
sorrindo bobamente.
- Já tentou ir lá? – John perguntou e George
negou devagar. – Por que está em slow
motion?
- Não posso desviar o olhar. – respondeu
George em um sussurro.
George piscou e sorriu para a garota que
acenou freneticamente, quase tendo uma síncope. Achando aquela situação
ridícula, John preferiu fazer companhia a Lucy que estava conversando com duas
garotas na piscina. O melhor de tudo? Nem um sinal de Ringo.
- Minha linda Lucy. – ele saldou sentando-se
na beira da piscina. As duas meninas deram gritinhos e se bateram. – Okay… Oi
para vocês também.
- Achei que tinha entrado em coma durante o sono.
– Lucy disse se virando para John.
- Sou um belo adormecido, preciso de um
beijo. – ele se esticou e ela lhe deu um selinho, causando um novo ataque de
histeria nas duas meninas.
- Hm… que tal irmos almoçar? – Lucy sugeriu e
John acabou rindo enquanto a ajudava a sair da piscina. Ele mandou dois beijos
para as meninas da piscina que brigaram para agarrá-los.
- Essas garotas querem meu corpo nu banhado a
óleo.
- Que tal banhado a álcool e com fogo? –
sugeriu Lucy sarcasticamente.
- Relaxa, essa semana eu sou todo seu.
Lucy assentiu tentando disfarçar o quanto se
sentiu incomodada com o “essa semana”. Mas ela tinha consciência que John
Lennon, cantor da banda mais famosa da atualidade, não ia querer se prender a
nenhuma garota simples como ela. Ainda mais ele sendo mulherengo.
- George? – John o chamou. – Vai ficar aí até
seus ossos se atrofiarem?
- Por que não vai até ela e a convida para
almoçar com a gente? – sugeriu Lucy percebendo o que se passava ali já que
George não tirava os olhos da garota e muito menos ela dele.
- Vocês acham que ela aceitaria? – ele se
moveu pela primeira vez, parecendo aflito.
- George Harrison – John segurou em seus
ombros. – você é a porra de um Beatle! Aquela garota daria a… enfim, daria
qualquer coisa por ter uma chance com você. Acorda pra vida!
- Seja homem! – Lucy deu uma força e os dois
olharam para ela surpresos. – Er… vou subir e trocar de roupa. Me encontro com
vocês lá no restaurante.
- Certo. – John disse e puxou a garota para
se beijaram.
- Oi meu nome é George Velerrison. Podem me
chamar de vela se quiserem. – George interrompeu o beijo com suas palavras.
- O que você ainda está fazendo aqui? – John
perguntou irritado.
Com Lucy indo para seu quarto e George indo
atrás de sua garota, John decidiu ir para o restaurante onde encontrou Julie,
Paul, Ringo e outra mulher. Essa mulher era jovem, bonita, bem no estilo de
Julie e estava em uma conversa animada com Starr.
- Já pediram? – John interrompeu as
conversas. – Bom dia, caro amigos. Nome dessa mulher linda, por favor? – John
se virou sorrindo galante para a mulher.
- Fernanda Zucchatello. – ela respondeu.
-
Saúde. – ele murmurou. – É italiana?
-
Sim e eu vi primeiro. – respondeu Ringo sorrindo ironicamente. – E antes que
faça alguma piada com meu nariz, olhe o seu.
-
Acalme-se rapaz, não meta seu nariz no pensamento dos outros. – John de um
falso sorriso e o pessoal da mesa acabou rindo.
-
Olá, bom dia amigos e suas damas. – George chegou trazendo uma jovem pela
cintura. – Essa é Giovanna Ambrozio.
– ele apresentou a menina loira que não passava dos dezoito anos com certeza. –
Giovanna, os Beatles você conhece. Agora as damas são Julie Wilson e está é…
-
Fernanda Atchim. – respondeu John e o pessoal da mesa prendeu o riso. Fernanda
lhe lançou um olhar fuzilante. – Mas e então, sentem-se conosco.
George
e Giovanna sentaram entre Paul e John, nos dois lugares vagos que havia ali.
Logo Lucy chegou e Ringo fez questão de trocar de lugar com ela, para que ela
não se sentasse ao lado de Lennon. Se ele soubesse o que os dois aprontaram na
noite anterior…
O
almoço correu bem e cada um arranjou o que fazer durante à tarde. George
conheceu um pouco mais sobre Giovanna, que agora chamava carinhosamente de Gi;
Ringo estava caído pela modelo amiga de Julie e iria com ela para a festa que
teria no clube àquela noite. Mesmo assim não deixou John e Lucy em paz.
Durante
a festa, após muitas bebidas, todos riam das piadas de George e John. Na
verdade riam de tudo. As únicas que não estavam bebendo ali e acabaram
engatando em uma amizade repentina foram Lucy e Giovanna. As duas combinaram de
ao mesmo tempo puxarem os piadistas para a pista de dança e ironicamente
começou a tocar Twist and Shout. Festa naquela época não era festa se não
tocasse essa música.
-
Eu amo essa música! – Lucy gritou em meio ao barulho.
-
É a primeira vez que danço uma música cantada por mim! – John gritou de volta.
Os
dois dançaram até seus pés se cansarem e John aproveitou para empurrá-la para
um dos cantos escuros, próximo às caixas de som. O escuro era um lugar perfeito
para se esconder e dar um amaço. John não perdeu tempo encostando seu corpo
fortemente no delicado de Lucy, que delirava com os beijos e mordidas em seu
pescoço. Quando a boca de Lennon, que estava com um leve sabor de álcool e
cigarro, se apossou da sua, a jovem deixou-se levar.
As
mãos experientes e bem treinadas de John passeavam pelas costas de Lucy, até
que ele desceu uma delas até sua bunda, puxando o quadril da jovem de encontro
ao seu, fazendo com que ela sentisse a ereção do rapaz que começava a se tornar
evidente.
-
Com calma. – ela murmurou entre os beijos, entregue demais para contestar como
queria.
-
Não forcarei nada. – ele murmurou de volta.
O
vestido rodado de Lucy tinha botões até a sua cintura fina que era marcada por
uma faixa. John foi desabotoando tudo afoitamente, com medo de Lucy desistir e
refreá-lo. Mesmo no lugar mal iluminado ele observou os seios que pareciam
perigosamente apertados num sutiã comportado de renda. A respiração ofegante e
rápida de Lucy fazia-os parecer ainda mais desejosos e Lennon não resistiu em
cair de boca neles, literalmente.
-
Alguém pode ver. – ela o empurrou levemente.
-
Qual é Lucy, você sabe que não. – ele insistiu.
-
John, eu não quero! – ela protestou, dessa vez o empurrando pra valer.
-
Porra, vai ser assim a merda do tempo todo? Não vai me deixar encostar um dedo
no seu corpo? – John gritou, a bebida fez com que ele se estressasse.
-
Eu não sou uma qualquer! – Lucy revidou com a voz um pouco embargada no final.
Odiava saber que era apenas um objeto para Lennon.
-
E você acha que é quem? – ele deu uma risada sarcástica.
Lucy
não respondeu, sentindo as lágrimas caírem. Correu pra fora dali tentando
fechar os botões de seu vestido e não ser vista nem pelo seu primo e nem por
ninguém conhecido. John encostou sua testa na parede se sentindo um idiota por
esquentar sua cabeça por tão pouco. Ele foi grosseiro e sabia que com Lucy não
podia ser assim, ela era pura demais em certo ponto. Era sua freirinha.
Lucy
chegou em seu quarto e se jogou em sua cama chorando, sem se preocupar em
fechar a porta. Estava sentindo queimar cada parte do seu corpo onde John
tocou. Ele não podia dizer coisas assim para ela, mesmo que fosse esse seu
pensamento real. Era óbvio que ela estava apaixonada por ele, como todas as
jovens da Inglaterra e possivelmente do mundo. Se envolver com ele foi apenas
um complemento para o sentimento que já existia. E saber que ela era um nada
para ele doía em seu peito como se alguém tivesse esmagado tudo que havia ali
dentro.
Enquanto
um casal entrava em problemas, outro estava afoito para chegarem aos finalmentes.
George e Giovanna estavam se pegando dentro do elevador mesmo, não se
importando com nada nem ninguém. Ele estava enlouquecido pela bebida e ela pela
euforia de beatlemaníaca. Enquanto ele tentava encontrar um jeito de se livrar
do vestido dela, ela rapidamente desabotoou a calça dele que começou a cair.
-
Você é de maior? – ele perguntou entre beijos.
-
De maior, de menor, de grosso, de fino, de tudo. – ela respondeu e logo puxou o
rosto dele para mais um beijo.
-
Meu Geus! – ele murmurou entre o
beijo.
Os
dois saíram atrapalhados do elevador e voltaram a se pegar no corredor. Ele
acabou descobrindo que o vestido de Giovanna era uma blusa e uma saia de
cintura alta e a deixou apenas de sutiã, levando suas mãos até os seios fartos
da moça. Ela gemeu jogando sua cabeça para trás enquanto ele ora lambia ora
beijava sua pele.
-
Meu Jesus Cristo! – eles ouviram uma voz e olharam uma senhora de
aproximadamente sessenta anos colocar a mão no coração e fechar a porta de seu
quarto com violência.
-
Acho melhor irmos para um quarto. – Giovanna disse colocando sua blusa sobre seus
seios.
-
Iiiiiiiiih… - ele se apoiou na parede. – Que
meu quarto é? – disse enrolado.
-
Eu vou saber, George?! – ela lhe deu um tapa.
-
Vamos seguir os vagalumes, eles nos guiarão com seu popozão brilhante. – ele
disse olhando para o teto bobamente e depois começando a tentar abrir um monte
de portas.
-
Acho que você não está muito bem. – Giovanna tentou impedi-lo até que ele
conseguiu entrar em um dos quartos.
-
Ah! – Lucy gritou ao ver George com as calças no joelho e Giovanna sem a parte
de cima de sua roupa.
-
Caramba Lucy, seu olho tá vazando! – George tentou de aproximar e acabou caindo
por causa de sua calça. – Que porra…
-
O que vocês…? – Lucy mal podia falar.
Rapidamente
Giovanna colocou sua blusa e tentou levantar George que acabou dormindo.
-
Não acredito que ele dormiu! – reclamou tentando erguê-lo.
-
Calma aí, vou te ajudar. – Lucy não pode deixar de rir.
-
Vagalumes me levaram para a queda, traidores! – ele resmungou e as duas o
jogaram na cama. – Me façam de escravo sexual, gostosas.
-
Vamos deixar ele aí. – disse Lucy rindo de George.
-
Lucy? – elas viraram e viram John na porta. – Fizeram uma suruba e não me
chamaram? Obrigado pela consideração.
-
Eu acho que vou para meu quarto. – Giovanna corou de vergonha e correu para
fora dali.
- Do
you want to know a secret? Tchu ru ru.
– murmurou George.
-
O que você quer? – perguntou Lucy rispidamente.
-
Quero saber um segredo. – respondeu
George.
-
Podemos conversar aqui fora? – pediu John.
-
Cadê minha mina? – George se sentou
na cama.
-
Dorme, George! – John disse firme e George fez um bico.
-
Vocês me devem uma transa. – ele resmungou e deitou abraçando o travesseiro. –
Alguém pode ligar o ventilador?
-
Vem, esquece o George. – John puxou Lucy e fechou a porta.
-
Diz logo. – Lucy soltou-se do aperto de John. – Diz que o que temos é
passageiro, que você quer apenas me levar pra cama e se divertir! Diz que você
acha que eu sou apenas mais uma garota que você irá usar!
-
Ô gente, vocês estão discutindo? – George abriu a porta.
-
Some daqui! – John puxou a porta e a fechou. – Enfim Lucy, eu confesso que se
fosse qualquer outra garota esse seria exatamente meu pensamento. Porém você é
a prima de um dos meus melhores amigos e eu não seria capaz de iludir você.
-
Mas apenas por isso. – ela disse com a voz embargada. – Você não tem
sentimentos por mim e eu não estou exigindo isso de você. – ela se livrou das
mãos de John novamente. – Eu só queria que você soubesse fingir e não jogasse a
verdade na minha cara!
-
Oi de novo! – George colocou o rosto pra fora novamente, dessa vez sorrindo. –
Alguém me ensina a ligar o ventilador? Os vagalumes eles… eles estão por toda a
parte e eu não…
-
Tudo bem. – Lucy o interrompeu e revirou os olhos. – Um segundo e já volto.
Lucy
ligou o ventilador e finalmente George resolveu sossegar. A garota só rezava
para que dessa vez fosse pra valer. Então ela voltou para o corredor onde John
esperava por ela.
-
Vamos encerrar esse assunto? – ela pediu.
-
Eu bebi muito essa noite, não podemos conversar melhor sobre isso depois? – ele
pegou no queixo da garota e fez com que ela olhasse pra ele. – Vamos fingir que
está tudo bem só por mais essa noite?
-
O que eu ganho com isso? – ela perguntou encarando os olhos do homem à sua
frente.
Ele
não respondeu e apenas a beijou. A realidade era que ele não poderia dar nada a
ela, porque nada que ele desse seria capaz de preencher o vazio deixado pelos
sentimentos e razões que ela realmente necessitava.
-
Que tal você também só me usar? – ele propôs e ela revirou os olhos. – Pegar
sem se apegar? Esse pode ser nosso lema, que tal?
-
Eu estou com um bêbado em minha cama, não sei estou a fim de pensar nisso
agora. – ela abriu a porta e entrou no quarto, seguida por John.
-
Vamos tirar par ou ímpar pra ver quem deita no meio? – ele sugeriu.
-
Está sugerindo que vamos dormir os três na mesma cama? – ela perguntou
boquiaberta.
-
Sozinha com ele você não dorme, tirar ele daqui dá muito trabalho e… bem, você
pode dormir comigo no meu quarto, se quiser.
-
Essa última alternativa não é uma opção pra mim hoje. – ela estalou os dedos
nervosamente. – Par.
-
Ímpar. – disse John.
-
Eu cago e você limpa! – murmurou George, entre o sono.
Os
dois ignoraram o bebum e John acabou perdendo a pequena disputa com Lucy,
deitando-se emburrado ao lado de George enquanto ela ia se trocar no banheiro.
-
Agora vamos dormir. – ela disse assim que se deitou. – Boa noite, John.
-
Diga isso por você. – ele resmungou e ela lhe deu um beijo na bochecha.
Ele
a abraçou de lado e Lucy se aconchegou em seu peito, suspirando satisfeita com
aquela aproximação carinhosa, porém momentânea. Muita coisa ainda estava para
acontecer, afinal, eles ainda tinham cinco dias pela frente.
-
Nossa John, você é bem cheiroso. –
murmurou George.
-
Argh, calado!

0 comentários:
Postar um comentário